Símbolo dos Jogos do Rio passa pelo Mané Garrincha

Tocha olímpica conduzida pelo Lago Paranoá em uma canoa havaiana. Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Com a chama olímpica em mãos e bastante aplaudido, o subtenente do Corpo de Bombeiros Haudson Alves chegou de helicóptero ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e desceu de rapel no gramado às 12h43. O objeto foi aceso e entregue ao pentacampeão mundial de futebol Lúcio, nascido em Planaltina, que continuou o revezamento dando a volta no campo.

“A sensação é excelente. Não dá para comparar com o título de pentacampeão porque são coisas muito diferentes”, avaliou Lúcio, que pretende ficar com a tocha de recordação — todos os condutores podem comprar um exemplar pagando cerca de R$ 2 mil.

Enquanto aguardavam a entrada do símbolo das Olimpíadas 2016, 900 alunos do Colégio Militar Dom Pedro II se espalharam pelo gramado e expuseram as bandeiras dos 206 países que participarão dos Jogos — ficaram em destaque no gramado as do Brasil e da Grécia, além da bandeira do Distrito Federal.

Formado por cerca de 300 pessoas, o público na arquibancada da arena assistiu à apresentação dos estudantes carregando bandeirinhas do Brasil. Alguns dos espectadores eram os familiares do subtenente Haudson Alves: “Já vimos ele fazer rapel, mas nunca nessa situação. Estamos muito orgulhosos”, contou a irmã Radmila Alves, de 40 anos.

A secretária do Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros, comoveu-se durante a cerimônia. “Já me emocionei umas quatro vezes hoje. A cidade está entendendo o espírito olímpico. Isso é muito importante para o País e principalmente para os atletas”, afirmou.

O governador Rodrigo Rollemberg, e a esposa, Márcia Rollemberg, ficaram ao lado de Lúcio durante o acendimento da tocha. Também acompanharam o evento no Mané Garrincha, entre outras autoridades, o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio; os secretários da Segurança Pública, Márcia de Alencar Araújo, do Meio Ambiente, André Lima, e de Gestão do Território e Habitação, Thiago Teixeira de Andrade; o secretário-adjunto de Relações Institucionais da Casa Civil, Igor Tokarski; os comandantes-gerais da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio de Oliveira, e do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton Santos Junior; o diretor-presidente da Companhia do Metropolitano (Metrô-DF), Marcelo Dourado; a presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Jane Vilas Bôas; e o subsecretário de Promoção e Marketing, da Secretaria-Adjunta de Turismo, Sandro da Cunha Castello Branco.

Complexo aquático e Água Mineral
Na chegada da chama ao Complexo Aquático Cláudio Coutinho — vinda do Mané Garrincha —, alunas de nado sincronizado do complexo se apresentaram na piscina, e uma equipe de ginástica acrobática do Centro Olímpico e Paraolímpico da Estrutural fez performances fora da água.

Na arquibancada, cerca de 800 pessoas receberam o símbolo olímpico com entusiasmo. Com a tocha em mãos, o nadador Ícaro Ludgero atravessou metade da piscina acompanhado por seis atletas do nado sincronizado, que fizeram uma coreografia ao redor do condutor.

Representante do Brasil nos saltos ornamentais desde Atenas 2004, Hugo Parisi continuou o revezamento dentro do complexo.

O ponto seguinte foi o Parque Nacional de Brasília, às 13h35. Diante de aproximadamente 250 visitantes e 115 estudantes de escolas públicas, o fogo foi conduzido pela servidora pública Flávia Cantal, de 48 anos. Frequentadora do local há 11 anos, a moradora do Plano Piloto atravessou os 43 metros reservados para adultos na piscina velha, carregando o artefato rodeada por funcionários do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Flávia entregou a tocha ao também servidor público Mackinley Souza, de 48 anos, nascido em Sobradinho. Com o auxílio de um funcionário do ICMBio, o cadeirante completou o trajeto de 15 metros na piscina infantil. “Participar disso é uma emoção indescritível. Esse momento será eternizado na minha lembrança”, contou.

O terceiro condutor dentro do parque foi o estudante da Cidade Estrutural Quedson Conceição, de 14 anos. O jovem carregou o fogo simbólico por 15 metros e, por fim, o transferiu para o ala/pivô de basquete Guilherme Giovannoni, que atua pelo time do Brasília e esteve nas Olimpíadas de Londres, em 2012, com a seleção brasileira.

Lago Paranoá
Mais cedo, a chama já havia sido levada de rapel da Ponte JK para o Lago Paranoá. Campeão mundial de vela em 2015 e vice-campeão em 2014, o brasiliense Felipe Rondina, de 18 anos, foi o 18° condutor da tocha no DF. Em uma lancha, ele recebeu o objeto do sargento Manoel Messias, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar, que desceu a ponte de rapel. “Carregar o símbolo das Olimpíadas no meu País e na minha cidade natal é uma sensação indescritível, um privilégio para poucos”, disse Felipe, que repassou a pira ao canoísta campeão mundial Rubens Pompeu às 11h49, na altura do Clube do Exército.

A esposa de Rubens, Aline Pompeu, chegou ao Pontão do Lago Sul às 10 horas para assistir à chegada do atleta. “Estávamos contando os dias. Contaremos isso para nossos filhos e netos com o maior orgulho.” Em terra firme, assumiu o triatleta Leandro Macedo, que percorreu parte do Pontão sob aplausos e gritos de crianças e adultos emocionados em participar do momento histórico.

Veja no site Vibra Brasília os detalhes sobre o percurso da tocha na capital.

(Por Ádamo Araujo, Amanda Martimon, Guilherme Pera, Mariana Damaceno e Saulo Araújo, da Agência Brasília)


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