Governo atende setor aviário de MS e pede alteração em prazos do FCO para garantir investimentos


Campo Grande (MS) – A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade), encaminhou nesta semana à Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) solicitação para que sejam alterados os prazos de financiamento estabelecidos no programa do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) Rural 2016, inclusive os prazos de carência. O pedido, segundo o secretário Jaime Verruck, atende à reivindicação do setor aviário em Mato Grosso do Sul e é fundamental para garantir a expansão industrial prevista por esse segmento.

“Já conversamos com a Sudeco e o Ministério da Integração e obtivemos uma predisposição à alteração, mas precisamos que isso seja alterado imediatamente. Temos mais de 20 projetos de avicultura a ser contratados no banco e que já foram aprovados pelo CEIF (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO), daí a urgência nessa mudança nos prazos”, informa Jaime Verruck.

De acordo com o titular da Semade, “Mato Grosso do Sul perdeu uma janela de oportunidades na avicultura brasileira e agora nós estamos tentando recuperar esse espaço com a atração de grandes empreendimentos na área da avicultura. O Estado já executou o seu papel atraindo projetos como os da Seara (perus e aves), da BR Foods e da Frangobel, mas para que tudo isso seja consolidado, precisamos que o produtor rural tome os empréstimos e faça o investimento”.

Mudanças

A solicitação feita pela Semade à Sudeco envolve alguns trechos das regras de financiamento para investimentos semifixos.  Na norma vigente, as operações envolvendo “colheitadeiras, tratores e outros equipamentos motorizados e autopropelidos” têm prazo de 10 anos de financiamento, incluindo o período de carência de até três anos, observada a vida útil do bem financiado. A redação proposta por Mato Grosso do Sul é: “Maquinário: até 10 anos, incluindo o período de carência de até 03 anos, observada a vida útil do bem financiado”.

“Essa alteração é fundamental, pois os investimentos são de alta tecnologia e alto valor. A média do dark house – quatro galpões que dão um módulo de 15 por 160 – totaliza um investimento médio de R$ 4 milhões. Para o produtor fazer esse financiamento, o FCO estabeleceu, como diretriz para 2016, prioridades de investimento na avicultura para atender a essa expansão do setor industrial. No entanto, a norma que foi aprovada dificulta ao produtor tomar esse empréstimo, pois até então todo esse aviário tinha um prazo de doze anos de carência e dez anos para pagar”, informa o secretário Jaime Verruck.

O titular da Semade acrescenta ainda que, “com a norma atual, aquilo que não é fixo (semifixo) – entre 30% a 40% dos R$ 4 milhões – teria o prazo de somente 6 anos para pagar. Dessa forma, o produtor rural terá dificuldade de realizar o pagamento dentro da rentabilidade que o setor oferece. Em Mato Grosso do Sul, o CEIF (que é presidido pela Semade) já se reuniu e aprovou a solicitação de alteração desse prazo. Nós já articulamos com toda a região Centro-Oeste e há o entendimento de que isso é importante. Portanto, já temos um posição e acreditamos que nossa solicitação deve ser atendida”.

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