OPINIÃO | A Venezuela não é mais aqui


Por Ricardo Callado


Durante os últimos anos eram comum se falar que o Brasil estava a caminho da venezuelização. Passou perto, mas os ventos mudam os rumos. Nosso país vizinho vive uma semiditadura tresloucada de esquerda.

O Brasil escapou. Mas a Venezuela continua com suas dores. O presidente de lá, Nicolás Maduro, ameaçou hoje elevar o nível do estado de emergência. Os protestos da população são reprimidos com violência. Falta comida para o povo.

Numa reunião com aliados, Maduro afirmou que, caso aumentem os protestos contra o governo, não hesitará em “fazer tal decreto para lutar pela paz e segurança do país”.

A declaração do presidente venezuelano surge após as manifestações realizadas pela oposição em várias cidades da Venezuela. Os oposicionistas exigem um referendo para acabar com o governo de Nicolás Maduro.

Milhares de manifestantes protestaram no centro de Caracas. Ultrapassaram as barreiras policiais para se dirigem ao Conselho Nacional Eleitoral. Foram reprimidos com gás lacrimogénio.

Na segunda-feira (16), o presidente venezuelano decretou o “estado de exceção e de emergência econômica” em todo o país por 60 dias. Além disso, aumentou seus poderes sobre a segurança, distribuição de alimentos e energia. Uma ditadura disfarçada.

Entretanto, o parlamento venezuelano, onde a oposição tem maioria, rejeitou na terça-feira (17) o estado de exceção e de emergência econômica decretado.

Mais cedo, o ex-candidato presidencial Henrique Capriles Radonski acusou Nicolás Maduro de provocar confrontos entre os venezuelanos e apelou à oposição para não se “deixar levar pela paixão”.

Assim como o Brasil, é preciso à Venezuela encontra uma solução democrática. E que os venezuelanos continuem exercendo seus direitos, para defender o que diz a Constituição.

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