OPINIÃO | Novo (velho) personagem: Sérgio ‘Cerveró’ Machado


Por Ricardo Callado


No Palácio do Planalto, o ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, ganhou hoje apelido de “Sergio Cerveró Machado”. Motivo: afirmam que ele gravou outros parlamentares.

No domingo, o ministro Romero Jucá e o presidente Michel Temer falaram sobre o áudio com Sergio Machado. Jucá diz que não pedirá demissão.

Interlocutores de Temer avaliam que uma das saídas seria Jucá pedir para sair, o que ele descarta. Esperar é um erro que o presidente comete.

Interlocutores do Planalto e cúpula do PMDB dizem que Sergio Machado gravou Jucá como parte de negociação de delação premiada. O agravante é que Machado ainda vai falar, diz um dos principais auxiliares de Temer, sobre eventual delação

Temer resiste a demitir Jucá porque tem “gratidão” ao ministro por ter articulado – e muito – pelo impeachment.

“Essa gravação é algo banal”, diz Jucá, em entrevista a Andrea Sadi, na Globo News. Nada que se precisa explicar muito se sustenta. Jucá vai ficar rouco de tanto repetir o que está dizendo. É inútil.

Como Temer poderá ir, hoje, ao Congresso, como havia sido anunciado, sem antes se livrar de Jucá?

Temer já errou muito em pouco tempo de governo. Mas seu maior erro, a se confirmar, será manter Jucá com ministro.

O Juca é indefensável, mas dizer que Dilma caiu por menos é chamar nos de insanos e burros.

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