Estiagem prolongada preocupa governo do Acre e prefeitura de Rio Branco

Início antecipado do verão amazônico indica estiagem severa no Acre (Foto: Val Fernandes/Secom)


Pesquisadores apresentaram, na manhã desta quinta-feira, 9, dados sobre a oscilação climática do estado, em relação às enchentes e aos períodos de estiagem.

A apresentação ocorreu durante o lançamento do Plano de Prevenção e Controle de Desmatamento e Queimadas 2016, em Rio Branco.

De acordo com os pesquisadores, o Acre sofre com eventos climáticos extremos, como a maior enchente da história registrada em 2015 na capital e o baixo índice de chuva do inverno amazônico deste ano.

Aliado a isso, registra-se o início antecipado do verão amazônico em abril, período que, pelo registro histórico, ainda deveria marcar altos níveis de chuva.

“A seca chegou mais cedo, e isso nos mostra que teremos uma estiagem rigorosa. Por isso, pedimos a ajuda da população para que não desperdice água e não faça queimadas urbanas e rurais”, recomendou o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre.

Para enfrentar o período de seca, o governo do Estado e a prefeitura da capital contam com um plano de ação que prevê, entre outras atividades, fiscalização, prevenção e combate de incêndios urbanos e rurais.

Estão previstos, ainda, reforços de equipes em unidades de saúde, para atendimento de pessoas com doenças respiratórias, típicas desse período.

Em relação ao baixo nível do rio Acre na capital, estão previstos a utilização de bombas flutuantes para captação de água e mapeamento de poços e empresas fornecedores de água.

“A união dos esforços de governo, prefeitura, demais entidades envolvidas com o tema e população será fundamental para que possamos conseguir enfrentar esse período”, destacou a vice-governadora Nazareth Araújo.

Geodiversidade do Acre


Ainda na manhã desta quinta, foi lançado o livro Geodiversidade do Estado do Acre, organizado pelo pesquisador Amilcar Adamy e publicado pelo Serviço Geológico do Brasil.

A publicação apresenta um mapeamento completo dos recursos minerais, aspectos hidrológicos e gestão das águas, e riscos geológicos, entre outros aspectos.

“Esses dados e informações sobre a realidade geológica do estado são importantíssimos para ajudar a gestão pública na tomada da melhor decisão para enfrentar os nossos eventos climáticos”, agradeceu a vice-governadora ao pesquisador Adamy e a toda a equipe envolvida na pesquisa.

 

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