Junho Vermelho: Histórias de superação marcam vida de quem é doador de sangue

No Tocantins, são contabilizados aproximadamente 23 mil doadores de sangue - Frederick Borges / Governo do TocantinsBenedito conta que possui o sangue O positivo e é fenotipado, por isso é sempre requisitado pelo Hemocentro de Palmas - André Araújo / Governo do TocantinsNo Tocantins, são contabilizados aproximadamente 23 mil doadores de sangue - Frederick Borges / Governo do Tocantins


Palmas (TO) – O hábito de doar sangue é lembrado em todo mundo nesta terça-feira, 14, data em que se comemora o Dia Mundial do Doador de Sangue. No Tocantins, são contabilizados aproximadamente 23 mil doadores de sangue que foram responsáveis por 28 mil transfusões hospitalares, em 2015.

E falando nesse tema, ganha quem recebe e ganha quem doa, como é o caso do vigilante Benedito Santos Rodrigues Filho, que é doador há 28 anos e em abril deste ano atingiu a marca de 112 doações de sangue.

“Sofri um acidente em 1987, passei um ano internado em um hospital de Teresina, no Piauí, e lá vi um amigo de quarto falecer por falta de sangue. Um ano depois disso, assim que me recuperei, comecei a doar sangue fielmente. Minha primeira doação foi em 16 de agosto de 1988 e de lá para cá nunca mais parei. Quero chegar aos 70 anos doando sangue e salvando muitas vidas”, disse orgulhoso.

Benedito conta que possui o sangue O positivo e é fenotipado, por isso é sempre requisitado pelo Hemocentro de Palmas, mas segundo ele, nem precisa ser chamado, pois doa voluntariamente. “Meu sangue é fenotipado e, às vezes, o Hemocentro entra em contato solicitando, mas, mesmo assim, quando sei que completou os 60 dias, já vou até lá. Quando eu não posso doar, encontro um doador, já que tenho muitos contatos. Pra mim é gratificante, um ato bonito, que salva vidas. Tenho uma vida saudável justamente preocupado com a doação de sangue, procuro fazer caminhadas, me alimentar bem e não gosto de tomar remédio sem orientação médica”, disse.

Um ato de amor que pode salvar vidas

E foi um ato como esse que salvou a vida da corretora Elisângela Corradi de Oliveira, há cinco anos, quando ela precisou de quatro bolsas de sangue após uma cesariana seguida por uma histerectomia (cirurgia para retirada do útero).

Elisângela teve uma hemorragia e segundo ela, se não fosse o sangue recebido, teria provavelmente morrido. O agravante de toda a situação é que o sangue dela é raro, A-. “Minha terceira gestação foi de alto risco, eu tive uma gravidez de gêmeos, mas no início meu organismo absorveu um dos embriões. Depois, uma das placentas, que não foi absorvida, ficou próximo da bexiga, fora do útero, e continuou crescendo. Desde o início da gestação eu sabia que seria uma situação difícil, que precisaria me preparar”, contou.

No sétimo mês de gestação, as complicações começaram, Elisângela teve um sangramento, que motivou repouso absoluto nesta fase e após alguns dias, foi necessária a cesariana, com oito meses de gestação. O bebê nasceu prematuro, como previsto, e Elisângela precisou de sangue no momento em que foi para UTI.

“Fiquei muito abalada com toda a situação e foi minha primeira vez como receptora. Mobilizamos muitas pessoas e deu certo, no oitavo mês e 3 dias eu fiz a cirurgia e retirei o bebê. Tive uma hemorragia séria e após a cirurgia, fui para UTI”, lembrou.

Hoje, o filho Pedro, de 5 anos de idade, e a mãe Elisângela são só elogios. “Não tive problemas de saúde devido ao recebimento de sangue. Me senti muito grata e tive uma nova chance de vida. Se não fosse o sangue eu não sobreviria. Sou muito grata ao atendimento, a todo o apoio que recebi. Foi um momento que envolveu uma questão emocional, que não posso nem descrever”, disse.

Junho Vermelho

O Junho Vermelho visa incentivar as doações de sangue no Tocantins e segundo o secretário de Estado da Saúde, Marcos Musafir, as pessoas devem ser conscientizadas de que este ato deve ser constante. “A Organização Mundial da Saúde recomenda que de 3% a 5% da população seja doadora de sangue, mas no Brasil, o índice é de 1,9%, considerado muito baixo. O número de doações anual no Tocantins também é baixo, por isso, são necessários doadores diariamente, principalmente para os tipos de sangue negativo como O-, AB- e B-“, destacou.

O Hemocentro Coordenador de Palmas dispõe de serviço de transporte para levar doadores até as unidades. Para isso, basta entrar em contato pelo número (63) 3218–3232.

Requisitos para doação

Qualquer indivíduo saudável entre 16 e 69 anos e acima de 50 kg pode ser doador. A idade máxima para realizar a primeira doação é 60 anos e menores de 18 anos precisam estar acompanhados de um responsável legal no ato da doação. Para doar, basta procurar uma unidade de coleta mais próxima e fazer a doação nas seguintes localidades:

Hemocentro Regional de Araguaína, Rua 13 de maio, nº 1336, Centro, 3411-2915/2916/2917;

Núcleo de Hemoterapia na cidade de Gurupi, Rua 14 de novembro, Quadra 117, LT 08, Centro, Telefones/Fax: 3312-2237;

Unidades de Coleta e Transfusão de Porto Nacional, Avenida Luis Leite Ribeiro, s/n, Centro, Telefones/Fax: 3363-8321;

Unidades de Coleta e Transfusão de Augustinópolis, Rua Anicuns, nº 200, Centro, Telefones/Fax: 3456-1343;

A Unidade de Coleta no Anexo do Hospital Geral de Palmas também receberá doadores.

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