Governo do Maranhão promove atividades de assistência à saúde do idoso

No Centro de Medicina Especializada (Cemesp), localizado no Bairro de Fátima, mais de 200 idosos são atendidos por dia. Foto: Divulgação


São Luis (MA) – O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem investido em serviços de assistência ao idoso, tanto na área de atendimento médico quanto em tratamentos complementares e atividades de lazer, como pilates e acupuntura. O Centro de Medicina Especializada (Cemesp), localizado no Bairro de Fátima, e o Centro Especializado de Reabilitação e Promoção da Saúde (CER) do Olho d’Água são exemplos de unidades que oferecem serviços a esse público específico, que nesta terça-feira (15) lembra o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa.

“As atividades na área da saúde complementam as ações do poder público estadual voltadas para o público idoso nas mais diversas áreas. Estamos investindo em serviços e políticas públicas que desenvolvam a autonomia e ofereçam momentos de bem-estar para esse público”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

No Centro de Medicina Especializada (Cemesp), localizado no Bairro de Fátima, mais de 200 idosos são atendidos por dia, com foco nas duas especialidades mais procuradas: endocrinologia e cardiologia. Hipertensão e diabetes são as principais doenças assistidas, com 36 médicos à disposição dos idosos. De caráter ambulatorial, o Cemesp também dispõe de consultas nas áreas de angiologia, pneumologia, ortopedia, clínica médica, oftalmologia, neurologia, reumatologia e gastroenterologia.

A diretora do Cemesp, Socorro Fernandes, destaca as ações desenvolvidas para qualificar a assistência e oferecer mais qualidade de vida para a população idosa. “Nós temos o que a gente costuma dizer que é o conjunto de ações estratégicas, que inclui consultas, assistência social, educação continuada (orientação sobre diabetes), nutrição e odontologia. Aqui o idoso hipertenso e diabético conta com toda assistência ambulatorial, que envolve consultas e exames”, explica Socorro.

Maria do Socorro Costa, 66 anos, é hipertensa e diabética há 20 anos, faz tratamento no Cemesp há dois anos e pratica atividade física. “Aqui já tenho os médicos certos que tratam minhas doenças. As consultas são marcadas de uma semana para outra e ainda conto com serviço psicológico”, afirmou Maria do Socorro. As terapias de saúde que auxiliam no tratamento de dores crônicas, estresse, depressão, e de inúmeras doenças, estão autorizadas nas unidades no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Portaria 971, do Ministério da Saúde (MS), a qual assegura à população a aplicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS.

Além dos atendimentos médicos, o Governo do Maranhão tem investido também em um conjunto assistencial para garantir o acesso dos maranhenses a esses tipos de tratamentos complementares. Um deles fica Centro Especializado de Reabilitação e Promoção da Saúde (CER) do Olho d’Água. No CER, o idoso pode praticar pilates, hidroterapia, acupuntura e dança.

Julia Mendonça, 70 anos, há sete anos abandonou o sedentarismo e começou a praticar atividade física regularmente. Julia conta que a mudança de hábito fez a diferença. “Faço duas vezes por semana a dança. Me sinto bem e ativa. Até minhas taxas de colesterol etriglicerídeos baixaram. A qualidade do sono também ficou melhor”, comemora Julia.

Políticas públicas

O Brasil tem 20,6 milhões de idosos, segundo última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Maranhão, a população idosa é de 1.014.837, entre homens e mulheres acima dos 60 anos. Conforme o IBGE, a expectativa é que, em 2060, o Brasil tenha 58,4 milhões de pessoas idosas (26,7% do total). O que explica este salto populacional é a melhoria na qualidade de vida, que ampliou a expectativa de vida dos brasileiros, passando de 75 anos em 2013 para 81 anos até 2060 – com as mulheres vivendo, em média, 84,4 anos, e os homens 78,03 anos. A melhoria na qualidade de vida deste segmento populacional está ligada às políticas públicas de atenção e assistência ao idoso.

Uma delas é o Pacto pela Vida, criado em 2006, que estabelece o ciclo do envelhecimento como um tema fundamental na área de saúde, e o Estatuto do Idoso, de 2003, que assegura tratamento de saúde e a assistência de um salário mínimo para todo idoso que esteja na linha de pobreza. Além destas políticas criadas pelo Governo Federal, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), segue as diretrizes do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para o Tratamento da Osteoporose e do Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e à Diabetes Mellitus.

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