É possível controlar a asma e ter uma vida saudável


Em alusão ao Dia Nacional de Controle da Asma, comemorado no próximo dia 21, pneumologista do Hospital Brasília, Thiago Fuscaldi, explica o que é e quais são os sintomas desta doença crônica que, muitas vezes, pode passar despercebida.  

Brasília (DF) Sair para correr neste tempo frio e sentir falta de ar. Este é um quadro mais comum do que se pensa e que, muitas vezes, é tratado pelo adulto como falta de condicionamento físico. Só que, em muitos casos, trata-se de crise asmática desencadeada por atividades físicas.

A asma é uma das condições crônicas mais comuns, acometendo cerca de 235 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Estima-se que, no Brasil, cerca de 10% da população sofra com o problema.  Uma parte dessa porcentagem desconhece que tem a doença.

De acordo com o pneumologista do Hospital Brasília, Thiago Fuscaldi, a asma tem um pico de incidência na infância, mas também pode surgir na fase adulta, após os 30 anos, mesmo sendo menos comum. “Ainda que a pessoa desenvolva a asma na fase adulta, ela precisa ter uma carga genética e estar exposta a situações que estimulem a crise asmática, a exemplo dos exercícios físicos”, explica o especialista.

A recomendação, no entanto, não é parar com a atividade física. O asmático que tem a corrida como gatilho para crise, por exemplo, pode ter uma vida normal com tratamento, que geralmente está ligado ao uso de broncodilatadores. Junto ao tratamento, os exercícios físicos ajudam a melhorar a resistência à asma.

“O importante é fazer um diagnóstico. Muitas vezes a pessoa acha que ela está despreparada fisicamente, por conta da falta de ar. E pode não ser um problema do condicionamento, mas de crise asmática”, ressalta.

Segundo Fuscaldi, os fatores ambientais são decisivos para desencadear uma crise asmática. “A baixa umidade, que estimula a poeira ambiental, pode desencadear a asma, mas a umidade alta também é um problema, porque é um ambiente que predispõe a colonização por fungos. O asmático sempre tem que controlar o ambiente ao seu redor, evitando, por exemplo, paredes mofadas e salas sem circulação de ar”, destaca o pneumologista.

O que é e como perceber uma crise asmática?

A asma é uma doença crônica causada por uma hiper-reatividade das vias aéreas a alguns fatores ambientais, mas também pode ser desencadeada por stress psicológico, mudança de temperatura, alergia alimentar e até esportes físicos.

A pessoa já nasce com uma predisposição para ter asma e o pico de incidência é durante a infância. Ainda que exista uma herança genética, a asma é sempre um quadro multifatorial, pois demanda exposição ambiental para que suas crises aconteçam.

Entre os sintomas, estão: tosse persistente, falta de ar e chieira toráxica.  Na maioria das vezes, os sintomas são persistentes, o que a diferencia de um quadro gripal. Alguns pacientes podem ter sintomas preferencialmente noturnos. O diagnóstico da doença é feito de algumas formas, mas o mais comum é por meio da espirometria, um teste da função respiratória.

Stress também é gatilho para crise asmática?

Um ambiente estressante no trabalho pode desencadear uma crise asmática naqueles que já têm hipersensibilidade nas vias aéreas. O estresse tem o poder de alterar a resposta anti-inflamatória produzida pelas vias respiratórias para combater a doença, o que aumenta a frequência, a duração e a gravidade dos sintomas da asma em muitos casos.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha, revelou que um ambiente de trabalho pouco amistoso e propício para o desenvolvimento de sintomas de estresse aumenta em até 40% as chances de um funcionário desenvolver asma.

O estudo acompanhou 5 mil pessoas com idades entre 40 e 65 anos por oito anos consecutivos. Ao longo da pesquisa, foi constatado que a maior incidência de desenvolvimento da patologia atingiu o grupo de participantes que se queixaram da longa jornada de trabalho, das condições desconfortáveis, do cansaço e da incapacidade de relaxar ao encerrar o expediente.

Como conviver bem com a asma?

O pneumologista do Hospital Brasília destaca que, hoje em dia, existem vários medicamentos que tratam a asma, cada um correspondendo à gravidade da doença.

Além do tratamento, é importante que o asmático tome alguns cuidados para ter uma vida mais saudável. Em relação ao ambiente, o médico recomenda que as pessoas evitem morar em casas com pisos que juntem poeira; não usar vassoura, mas pano úmido; tomar cuidado com produtos químicos; evitar cortina de pano e mantas, que podem juntar poeira e ácaros; sempre colocar colchão e travesseiros para banhos de sol; evitar bichos de pelúcia e tudo que possa juntar poeira.

Sobre a criação de bichos de estimação, Fuscaldi diz que é muito difícil fazer com que o paciente evite criar seus pets, mas é preciso ter cuidados, como evitar que eles durmam no mesmo quarto. Tabagismo, claro, é extremamente nocivo ao asmático. O pneumologista recomenda uma vida mais saudável com alimentação correta e atividades físicas regulares.

 

Sobre o Hospital Brasília

Inaugurado em 1987, recebeu este nome em 1998. O Hospital Brasília hoje faz parte da Rede Impar, formada pela Maternidade Brasília e mais cinco hospitais em nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. O Hospital Brasília atende pacientes nas seguintes especialidades:

Anestesiologia, Angiologia, Oncologia Clínica, Oncologia Cirúrgica, Cardiologia Clínica, Cardiologia Cirúrgica (cardiovascular), Cardiologia Cirúrgica Pediátrica, Cirurgia Bariátrica, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia do Aparelho Digestório, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica, Cirurgia Torácica, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Vascular, Clínica Médica, Coloproctologia, Endocrinologia e Metabologia, Endoscopia, Fisioterapia, Gastroenterologia, Geriatria, Ginecologia, Obstetrícia, Hematologia, Hemoterapia, Infectologia, Medicina Intensiva, Medicina Nuclear, Nefrologia, Neurologia, Neurocirurgia, Nutrologia, Nutrição, Oftalmologia, Ortopedia e Traumatologia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Neonatologia, Pneumologia, Psiquiatria, Psicologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Reumatologia e Urologia.

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