Produtores de limão assistidos pela Emater em Monte Alegre exportam para a Europa

Cento e setenta e cinco toneladas de limão taiti produzidos em Monte Alegre, no oeste paraense, foram enviados em sete lotes há cerca de um mês para três países da Europa (Inglaterra, Alemanha e Holanda).


Monte Alegre (PA) – Cento e setenta e cinco toneladas de limão taiti produzidos em Monte Alegre, no oeste paraense, foram enviados em sete lotes há cerca de  um mês para três países da Europa (Inglaterra, Alemanha e Holanda). A produção é proveniente de 50 produtores, grande parte ainda classificada como agricultores familiares, a maioria atendida no município pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pará).

A cultura do limão em Monte Alegre vem se intensificando há alguns anos, a ponto de se tornar, junto com a bovinocultura de corte, um dos dois principais produtos da economia local. A partir de 2013, o município alcançou o status de maior produtor de limão taiti do Pará. Possui uma área plantada de 1.350 hectares e tem outros 550 em formação. Para este ano, projeta uma produção de mais de 25 mil toneladas, com aporte financeiro estimado em mais de R$ 20 milhões na economia municipal.

Os escritórios Regional Médio Amazonas e Local de Monte Alegre da Emater intensificam o apoio à cultura do limão com um programa de incentivo realizado em várias etapas, algumas já implementadas, com reciclagem de técnicos para dar melhor assistência aos produtores; realização de “dia de campo”; produção de cartilha sobre a cultura ambientada na região; e produção de vídeo sobre o cultivo do fruto. Outras etapas referem-se às questões fitossanitárias e prospecção de novos mercados. A recente exportação reflete a consolidação do município e região como referência na cultura. Novas empresas já sinalizam interesse na produção e na qualidade do limão de Monte Alegre.

Vários técnicos da Emater do escritório local e do regional Médio Amazonas visitaram a linha de beneficiamento do limão, e após isso definiram por uma mobilização, junto com outras instituições, para esclarecimentos da necessidade de profissionalização cada vez maior do produtor, especialmente quanto à sua regularização para fins contábeis e de comercialização, independente do destino da produção. Alain Xavier, supervisor-adjunto do escritório regional Médio Amazonas, propôs um intercâmbio técnico na área agronômica da Emater para ampliar a capacidade de orientação aos produtores interessados no novo mercado.

“A expansão da produção exige qualidade suficiente para atender o exigente consumidor europeu e do oriente médio, como Dubai, um próximo passo”, revela Alexandre Gonçalves, um dos sócios da empresa Rio Doce Importação e Exportação, com sede em Valinhos, São Paulo, que comercializou o produto paraense.

A empresa tem oito milhões de pés plantados, “mas o limão de Monte Alegre é de qualidade superior e sem resíduos”, afirma o empresário. “A meta é enviar de Monte Alegre 25 mil quilos de limão todos os dias”, informa Alexandre Gonçalves. A empresa gera no município 35 empregos diretos, fora os gerados no cultivo. Com o aumento da capacidade, outros empregos surgirão naturalmente. Segundo Alexandre Gonçalves, a empresa também tem interesse em plantar, para exportação, manga em Monte Alegre.

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