Identifique os sintomas e os melhores tratamentos para o bruxismo


 Professora do curso de Odontologia da Universidade Cruzeiro do Sul aponta os diferentes tipos de bruxismo

Ranger, apertar, encostar os dentes ou ainda mexer a mandíbula repetidas vezes podem ser sinais de que você esteja apresentando um quadro de bruxismo – nome dado para uma condição clínica onde há movimento involuntário da mandíbula.

A professora do curso de Odontologia da Universidade Cruzeiro do Sul, Adriana Oliveira Lira Ortega, ainda explica que o bruxismo pode ocorrer durante o sono ou durante a vigília (acordado).

Sobre as causas, no caso do bruxismo do sono, pesquisas apontam um componente genético e algumas condições ambientais como apneia do sono, obstruções de vias aéreas por quadros infecciosos, refluxo gastroesofágico, uso de algumas medicações, ambiente do sono, bem como certas doenças neurológicas. No bruxismo da vigília, fatores emocionais como ansiedade, além de concentração, estão diretamente relacionados ao hábito de encostar ou apertar os dentes.

Muitas pessoas percebem que estão com bruxismo porque alguém pôde ouvir o som dos dentes rangendo ou por conta dos desgastes dentários. A professora Adriana explica que o diagnóstico mais preciso do bruxismo do sono é feito com um exame chamado polissonografia, que monitora o sono do paciente. No caso do bruxismo da vigília, também conhecido como “apertamento”, não há produção de som e o diagnóstico é feito principalmente a partir da percepção do paciente, que pode relatar também dores ou incômodos no maxilar ao se alimentar e dores frequentes de cabeça.

Dentre as principais complicações do bruxismo, destaca-se o desgaste dos tecidos dentários – o esmalte e a dentina. “Alterações nos músculos da mastigação na articulação temporomandibular (ATM), chamadas de disfunção temporomandibular (DTM) também são citadas. Entretanto pesquisas recentes mostram que o bruxismo da vigília parece ser mais danoso para as               estruturas de mastigação do que o bruxismo do sono”, aponta a professora Adriana.

A professora ainda explica que não existe um tratamento, mas sim o controle do bruxismo. “A palavra tratamento traz consigo a ideia de que a condição será totalmente sanada e isso não acontece na maioria dos casos. O que o cirurgião dentista precisa fazer primeiramente é o diagnóstico do tipo de bruxismo (se do sono e/ou vigília) e do seu fator causal, que pode ser primário ou secundário. O bruxismo do tipo “primário” normalmente está relacionado com questão genética e o profissional não identifica exatamente o fator causador. No bruxismo secundário, a condição apareceu ou aumentou depois de determinada exposição do paciente a um fator ambiental. Identificando os fatores causadores ou exacerbadores presentes, o profissional deverá buscar a eliminação dos mesmos, o que confere ao controle do bruxismo um caráter interdisciplinar. Profissionais de outras áreas, como médicos e psicólogos, podem estar envolvidos na abordagem deste paciente”, afirma Adriana.

Nos casos de bruxismo do sono o uso de uma placa feita de acrílico faz-se necessária, ela deverá ser ajustada com muito cuidado com a finalidade de proteger os dentes do desgaste causado pelo atrito. Já no bruxismo da vigília é necessário o emprego de técnicas do tipo cognitivo-comportamental para que o indivíduo interrompa o hábito de ficar com os dentes encostados.

“Hoje em dia é possível lançar mão de recursos mais atuais, como aplicativos que ajudam os pacientes a desencostarem os dentes, contribuindo no processo de quebra de padrão postural errado”, conclui a professora Adriana.

O curso de Odontologia da Universidade Cruzeiro do Sul está com as inscrições abertas, os interessados podem ter acesso a mais informações clicando aqui.

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