Programa de educação ambiental da Nasa treina professores brasileiros

Professora de matemática, Ângela Dutra Araújo recebe certificado de participação no programa Globe do presidente da AEB, José Raimundo Coelho. Crédito: Ascom/MCTIC

Um grupo de 36 professores do DF participou da coleta de dados ambientais pelo programa Globe, desenvolvido pela Nasa em parceria com a Agência Espacial Brasileira

Brasília (DF) – O Globe, um programa mundial de educação ambiental desenvolvido pela Agência Espacial Norte Americana (Nasa), realizou sua primeira iniciativa no Brasil. Um grupo de 36 professores da rede pública de ensino do Distrito Federal participou, nesta semana, de um workshop oferecido pelo programa em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Presente em mais de 100 países, o Globe envolve professores e estudantes na coleta de dados ambientais, seguindo uma metodologia estabelecida pela Nasa, que são inseridos em uma plataforma mundial da agência espacial.

O programa utiliza protocolos desenvolvidos por cientistas para responder questões ambientais relevantes, além de buscar uma compreensão dos problemas que afetam o planeta, como poluição e mudanças climáticas. A parceria com a AEB envolve ações de ciência e educação ambiental, com duração mínima de cinco anos.

Durante três dias, os professores do DF selecionados para o primeiro Workshop Globe do Brasil conheceram os principais objetivos e missões do programa e participaram de uma atividade de campo no Parque da Água Mineral, em Brasília. No local, o grupo aprendeu a coletar dados sobre temperatura, umidade, precipitação, nuvens e coberturas. Na conclusão do treinamento, os participantes receberam um certificado, entregue pelo presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho.

Essa primeira turma de professores vai atuar como multiplicadora do programa, levando os conhecimentos adquiridos para sala de aula. É o caso de Ângela Dutra Araújo, professora de matemática das escolas da Asa Norte e do Paranoá, na capital federal. Ela avalia a experiência como muito válida e proveitosa e já planeja começar a  atuar com seus alunos. “A ideia é desenvolver projetos para estudar o clima e ver a influência da poluição nas plantas e nos animais, por exemplo.”

A bióloga peruana Claudia Cecilia Caro Vera, que atuou no treinamento dos professores, ressalta que o Brasil é muito importante para o Globe em razão da sua enorme diversidade ambiental.  “Toda informação gerada aqui vai ser útil não só para o Brasil, mas também para conhecer melhor o que está acontecendo no mundo.”

Coordenadora do Globe na Argentina e uma das responsáveis pelo workshop, Marta Kingsland destaca que os professores foram treinados para implantar o programa no Brasil e, sobretudo, para ensinar aos estudantes a utilizar métodos científicos que são aplicados igualmente em todo o mundo pela Nasa. “A partir dos dados coletados, construímos uma base que é compartilhada por estudantes de vários países, criando uma rede de conhecimento.”

Futuros cientistas

O programa também estimula os estudantes a despertarem interesse pela carreira científica, aponta o responsável pela implantação do Globe no Brasil, Jean Robert Batana. “A gente está levando consciência ambiental para as crianças. Além disso, os alunos que participam das atividades de coleta de dados ambientais aprendem a ter um raciocínio científico e podem, futuramente, ter interesse profissional pela área.”

Jean Robert revela que a intenção é realizar novos workshops do Globe em Brasília que incluam tanto escolas públicas quanto particulares. As inscrições devem ser abertas no próximo semestre. A ideia é também estender o programa para outros estados. Outro mérito do programa, segundo ele, é a troca de conhecimento entre as escolas brasileiras e as de outros países.

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