Café: projeto capacita mais de 1000 agricultores no Estado do Espirito Santo

Foto: Assessoria de Comunicação/Incaper

Vitória (ES) – Com o objetivo de aumentar o uso de práticas sustentáveis na produção cafeeira, seguindo uma tendência mundial, cerca de 1000 agricultores familiares do Espírito Santo serão capacitados. A ação faz parte do projeto denominado “Produtor Informado”, de âmbito nacional, do Programa Café Sustentável do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
No Estado, o projeto é executado por meio da parceria com o Instituto Capixaba de PesquisaAssistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e a Fundação de Desenvolvimento Agropecuário do Espírito Santo (Fundagres) e visa capacitar, por meio de cursos, os cafeicultores de ConilonArábica interessados em melhorar a gestão de suas propriedades e a qualidade do café.
O chefe da Área de Extensão Rural do Incaper, Izaias dos Santos Bregonci, salientou que a meta pactuada é capacitar mil cafeicultores ao longo de 2016, por meio de 70 cursos que serão ministrados no Estado do Espírito Santo. “É mais uma oportunidade que temos para trabalharsustentabilidade diretamente com os cafeicultores”, completou.
O critério para a seleção dos municípios participantes foi definido com base na expressividade da cafeicultura como atividade socioeconômica. No primeiro semestre de 2016 foram realizados cursos em Águia Branca, Jaguaré, Ponto Belo, Pinheiros, Mantenópolis e Pedro Canário (Extremo Norte); Rio Bananal, São Gabriel da Palha e Governador Lindenberg (Centro Norte); Marechal Floriano, Domingos Martins e Laranja da Terra (Centro Serrano); e em Muqui (Sul Caparaó).
Produtor Informado 
Em um único curso estão reunidas informações básicas de informática e de conhecimento sobre as “Boas Práticas Agrícolas”, que auxiliarão no aumento de produtividade, renda e qualidade de vidados cafeicultores e suas famílias, buscando a sustentabilidade das atividades cafeeiras.
Em relação aos materiais didáticos de suporte para o curso, os alunos e os instrutores recebem umaapostila e apresentações no formato PowerPoint e vídeos em DVD sobre os assuntos abordadosno módulo de Boas Práticas, sem custo para os alunos.
A carga horária do curso é de 28 horas/aula, dividida em 14 encontros de duas horas de duração.  Desses encontros, oito vão abordar o tema “sustentabilidade na produção de café” e os outros seissobre “informática básica aplicada”. Cada turma deverá ter no mínimo dez alunos e no máximo 25.
Os Instrutores dos cursos são técnicos do Incaper que participaram de uma Capacitação quanto aoCurrículo de Sustentabilidade do Café (CSC) do Programa Café Sustentável, realizado pela Cecafé,por meio da P&A no Estado, em 2015.
O chefe da Área de Extensão Rural do Incaper, Izaias Bregonci, acrescentou que os técnicosinstrutores devem ter experiência com a cultura do café e boa capacidade de comunicação, sermotivadores e ainda ter participado do alinhamento prévio sobre o conteúdo para tirar dúvidas,entender a abordagem proposta e as explicações sobre o material didático inerente ao curso.
Segundo o extensionista do Incaper, Lucio Herzog Demuner, estes cursos são fundamentais para aimplementação da sustentabilidade das propriedades cafeeiras do Espírito Santo, especialmente as de base familiar.
Currículo de Sustentabilidade do Café (CSC)
O currículo é um documento de elaboração coletiva construído com a participação dos Serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural dos principais estados produtores de café do Brasil e, dentre eles está o Incaper. Também estão inseridas as entidades de classe, os institutos, as associaçõesorganismos de certificação.
Segundo o coordenador nacional do SCP, Pedro Ronca, da P&A Marketing de São Paulo, o currículonão é e nem pretende ser um sistema de certificação. “Ele é apenas a seleção dos temas centrais efundamentais para a atuação em sustentabilidade, tanto do produtor como do técnico ouextensionista”, explicou.
Dessa forma, o CSC é uma referência comum para a aplicação da sustentabilidade nas propriedadesde café. Ao unificar a linguagem, ele fortalece as ações e acelera o processo de entrada nasustentabilidade, principalmente para os pequenos e médios produtores de café.
Portanto, este currículo foi construído também para ser uma base de preparação das propriedades para acessar posteriormente sistemas de verificação ou certificação com reconhecimento internacional e novos mercados, caso seja a vontade do produtor.

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