Em Salvador, manifestantes pedem agilidade no julgamento do impeachment

Organizado pelo Movimento Vem pra Rua Bahia, ato também manifestou apoio ao juiz federal Sérgio Moro e ao Ministério Público Federal Sayonara Moreno/Agência Brasil

Manifestantes que defendem a saída definitiva da presidenta afastada Dilma Rousseff se reuniram hoje (31), no Farol da Barrra, em Salvador, para apoiar o impeachment. Na próxima terça-feira (2), o relator da Comissão Processante do Impeachment, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), vai apresentar seu parecer sobre a denúncia contra Dilma.

O ato foi organizado pelo Movimento Vem Pra Rua Bahia, que pediu rapidez no julgamento da presidenta afastada. Um dos coordenadores do grupo, o médico César Leite, disse que a manifestação de hoje teve três pautas principais. “Além de defendermos o processo deimpeachment, prestamos apoio ao juiz Sérgio Moro com relação à Lava Jato, e ao Ministério Público Federal, principalmente com as dez medidas contra a corrupção.”

Acompanhados por um trio elétrico, manifestantes seguravam faixas e cartazes em apoio ao juiz federal Sério Moro – responsável pelas ações da Operação Lava Jato na primeira instância –, em defesa da prisão de quem pratica corrupção, do projeto Escola sem Partido, e até pela intervenção militar. Segundo Leite, apesar de o Vem Pra Rua apoiar a livre manifestação, o grupo não defende intervenção militar, mas é a favor do projeto Escola sem Partido.

“A rua a gente não censura, mas não defendemos a intervenção militar. Não precisamos passar a nossa responsabilidade para ninguém porque nós somos cidadãos e conseguimos resolver nossos problemas com eleições e cobrando dos políticos. Mas nas escolas, somos a favor do pluralismo de ideias. O que não pode haver é a tendência a uma ideologia e nem a partidos políticos”, disse.

A professora Maria Pina, que já participou de outras manifestações pró-impeachment, disse que vai aos atos porque considera a situação do país “insustentável”.

“Sou a favor da Lava Jato, porque corrupto tem que ser preso, independente do partido. Não aguentamos mais, não vejo nada que preste na política. Estamos revoltados. Nem feijão estou comprando por conta do alto preço da cesta básica”, criticou.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 500 pessoas participaram do ato. A organização não divulgou datas de novos protestos.

 

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