Paraná quer mais moradias e recursos para educação

Foto: Bruno Peres/Min. Cidades. Ministro das Cidades Bruno Araújo durante reunião com o governador em exercício do Paraná, Ademar Traiano e o chefe da Casa Civil do Paraná, VAldir Luiz Rossoni.

O governador em exercício Ademar Traiano esteve nesta quarta-feira (17) em Brasília para tratar de projetos do Governo Estadual junto aos ministros da Educação, Mendonça Filho, e das Cidades, Bruno Araujo. “São projetos de áreas estruturais para o Estado. Educação, saúde, saneamento e habitação contribuem com a promoção social e a qualidade de vida para todos os paranaenses”, afirmou Traiano.

O chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni; o presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche, e o presidente da Cohapar, Abelardo Lupion, acompanharam a agenda em Brasília. Na audiência com o ministro da Educação, Traiano pediu a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento na Educação (FNDE) para escolas estaduais.

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, o Paraná ainda tem R$ 15,4 milhões em pendências a receber do FNDE para investimentos em escolas. Em julho, o FNDE havia liberado R$ 5 milhões depois de uma reunião, no mês anterior, entre o governador Beto Richa e o ministro Mendonça Filho, em Brasília.

“O ministro nos deu a garantia de que em breve deverá efetuar o pagamento. O valor era maior, mas parte disso foi paga. Imagino que tenhamos uma solução rápida pela palavra do ministro”, afirmou Traiano.

HABITAÇÃO – No ministério das Cidades, foram apresentados projetos de saneamento e de construção de casas. “Temos um grande programa de habitação no Paraná e viemos solicitar, no mínimo, 10 mil casas, da faixa 1, de uma programação estabelecida pelo próprio Ministério das Cidades para 2017, e mais 5 mil unidades para ainda esse ano, da faixa 1,5,”, disse Traiano.

O governo federal retomou, neste ano, as obras destinadas à população de baixa renda em todo o país e anunciou a contratação de 40 mil unidades habitacionais na faixa 1,5. A faixa vai facilitar a compra da casa por famílias que ganham até R$ 2.350. “Queremos assegurar cotas para o Paraná dentro do programa” disse o presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Abelardo Lupion, que também esteve na reunião com o ministro das Cidades.

Lupion explicou que as 5 mil unidades da faixa 1,5 serão distribuídas em 20 municípios: Arapoti, Campo Largo, Carambeí, Castro, Céu Azul, Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Guarapuava, Guaratuba, Imbituva, Ivaí, Jaguariaíva, Laranjeiras do Sul, Ortigueira, Palmas, Palmeira, Pato Branco, Ponta Grossa, Santo Antonio da Platina e Santa Isabel do Oeste.

Segundo o presidente da Cohapar, também foram apresentadas propostas para a criação de um novo programa de regularização fundiária e a expansão de 10 para 30 anos o prazo de financiamento de casas rurais.

NOVO PROGRAMA

Traiano também entregou ao ministro Bruno Araujo um documento apresentando o programa Pró-Asfalto, pelo qual o Governo do Paraná pretende financiar o asfaltamento e recuperação das vias urbanas nos municípios, com prazo de 20 anos para pagamento e carência de quatro anos.

A intenção é oferecer linha de crédito especifica a partir de 2017. Para isso, precisa de apoio do Ministério das Cidades. O objetivo é fazer a operação do programa por meio da Fomento Paraná, mas ainda não estão definidos os montantes que podem ser financiados.

Entre os pleitos apresentados estão, ainda, a liberação de R$ 46 milhões referentes ao PAC para obras em municípios, com destaque para Piraquara, e ainda R$ 390 milhões para obras da Sanepar dentro do PAC 2.

GOVERNO

Traiano avaliou como positivas as reuniões em Brasília e considerou que houve uma mudança radical na postura do governo federal em relação ao Paraná. “A atenção que se dá ao Estado hoje é totalmente diferente do que ocorria no passado. Encontramos aqui portas abertas, respeito ao nosso Estado por parte dos ministros. Momento totalmente diferente e tenho absoluta certeza de que o bom relacionamento continuará e que teremos o total respeito, o que não ocorria no passado”, afirmou. A expectativa, segundo Traiano, é que os pleitos sejam atendidos ainda esse ano.

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