WCIT abre novas oportunidades para setor de Tecnologia da Informação no Brasil


Em Brasília, último dia do maior congresso de TI do mundo aponta para ampliação dos investimentos em tecnologia no país e milhões de reais em negócios já concretizados

Foi encerrada nesta quarta-feira (04) em Brasília, a 20ª edição do Congresso Mundial de Tecnologia da Informação (WCIT). Ao longo de três dias, foi promovida uma série de painéis e palestras que trataram de importantes temas para o setor e, sobretudo, das promessas da Era Digital.

Além do sucesso de público e da grande repercussão dos painéis de discussão, o WCIT também foi um sucesso de negócios. Mais de 60 empresas e instituições de diversos locais do Brasil e do mundo puderam expor serviços e soluções digitais – firmando, então, novas parcerias e atraindo investimentos.

Outra iniciativa para geração de negócios futuros foram as rodadas de negócios B2B, coordenadas pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). Foram realizados cerca de 200 encontros, e a expectativa é que as negociações gerem mais de 100 milhões de dólares, em médio e longo prazo, e potencializem a participação brasileira no cenário global da TIC.

Segundo Santiago Gutierrez, presidente da Aliança Mundial de Tecnologia da Informação e Serviços (WITSA), entidade organizadora do evento, “o Brasil será diretamente beneficiado com os negócios promovidos pelo congresso. Esse impacto na economia do setor será sentido não apenas nos próximos meses, como também por muitos anos depois”.

Debate rico

Gutierrez ressalta ainda que o WCIT terá um forte impacto subjetivo para o Brasil. “Os setores público, privado e acadêmico do país sede têm a oportunidade de conhecer e discutir diferentes estudos e experiências práticas, trazendo-os para a sua realidade e promovendo uma agenda digital de sucesso”, conclui.

O evento trouxe para o Brasil grandes nomes do universo da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), a exemplo de gestores que atuam ou já passaram por empresas como Google, eBay, Microsoft, Johnson&Johnson e Uber, e por entidades como o Fórum Econômico Mundial, Banco Mundial, Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) e Casa Branca.

Entre empresários, investidores, CEO’s, acadêmicos e personalidades da cadeia de TIC, o congresso contou mais de 2 mil participantes, de 50 países. Eles puderam acompanhar, ao longo de 28 horas de programação, um total de 21 painéis com 63 palestrantes de renome internacional.

Redes

O sucesso do evento também ficou evidente com o engajamento do público nas redes sociais. Apenas no Facebook, os quase 30 mil seguidores da página oficial tiveram acesso a uma série de conteúdos especiais, a exemplo de entrevistas e transmissões ao vivo com os palestrantes convidados. Esses vídeos foram vistos, na rede, por mais de mil pessoas.

Ao todo, foram cerca de 3.500 envolvimentos com as publicações, um aumento de 180% em relação ao registrado nos dias anteriores. Ao longo da última semana, o conteúdo publicado na página do WCIT Brasil, no Facebook, alcançou, ao todo, mais de meio milhão de pessoas.

Já no Twitter, foram registradas mais de 12 mil impressões nos conteúdos publicados e cerca de mil visitas ao perfil, durante a cobertura ao vivo. Como resultado, houve um aumento de 1.000% nas menções, rendendo àhashtag #WCIT2016 uma aparição na lista de Trending Topics nacional.

“Tamanha participação do público, tanto presencialmente como através das redes sociais, deixou claro o sucesso do evento, e permitiu uma forte interação, contribuindo na busca de soluções para garantir o acesso de todos às inovações do mercado e às promessas da era digital”, resume Jeovani Salomão, presidente da Federação das Associações Brasileiras de Empresas de Tecnologia da Informação (Assespro) e co-organizador do WCIT.

Programação do dia

Neste terceiro dia de evento, foram discutidas as formas como a Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) impacta áreas como saúde, educação e aprendizado. Computação em nuvem, governança na internet e transparência no governo também nortearam os debates.

O primeiro painel da manhã discutiu o impacto das parcerias público-privadas na TIC, com o compartilhamento de experiências trazidas por Samia Melhem, líder global de Desenvolvimento Digital do Banco Mundial, além de representantes dos governos da Índia e do Egito.

Para o sucesso dessas parcerias, os participantes destacaram a importância de as empresas não entrarem no projeto pensando em ganho imediato, já que o retorno desses investimentos deve acontecer a longo prazo. Sob o ponto de vista do governo, afirmaram ser essencial combater os interesses políticos, que tendem a exigir imediatismo e podem comprometer a devida construção do projeto.

Outra questão evidente foi a necessidade de modernização das exigências governamentais. Segundo os especialistas do painel, a maior parte das inovações digitais atualmente vêm das startups, mas, em geral, elas são excluídas dos processos de seleção por conta de critérios de pré-qualificação não adequados à realidade atual.

Nos demais painéis, ao longo dos três dias, as regulações locais impactando negócios globais foi, na verdade, um ponto de discussão unânime. O entendimento é que a burocracia e a legislação local terão implicações diretas na performance da empresa – podendo significar desde a ampliação dos custos à impossibilidade de atuação naquele país.

“O Futuro de Trabalho” foi outro painel de destaque do terceiro dia de congresso. Moderado por Vint Cerf, co-criador da internet e vice-presidente do Google, o debate trouxe à luz questões como mudanças no conceito de ambiente de trabalho, que gradualmente se aproxima do ambiente domiciliar.

A discussão também tocou na maneira como a tecnologia elimina algumas posições de trabalho, mas, por outro lado, cria também novas oportunidades. Abordou ainda a maneira como ela amplia a acessibilidade no ambiente de trabalho – um movimento cada vez mais necessário, inclusive em função do envelhecimento da população.

Prêmio WEDS

Em um processo de divulgação e candidatura que recebeu visitantes online de 172 países, empresas de várias regiões do planeta submeteram soluções digitais bem-sucedidas em diversas áreas do bem-estar humano à edição 2016 do concurso WITSA Emerging Digital Solutions (WEDS), que premia as soluções mais inovadoras e que obtiveram desempenho elevado e potencial para serem replicadas em outras regiões. Os selecionados de 2016 expuseram suas criações durante a programação do WCIT Brasil.

Os premiados foram escolhidos por júri formado por membros da WITSA e especialistas em competitividade e bem-estar social. Os critérios de julgamento das soluções digitais foram cinco: propósito da solução, integridade, sustentabilidade, replicabilidade e inovação.

 

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