Segundo estudos científicos, 53,4% dos habitantes da América do Sul terão miopia até 2050

Foto: Divulgação

Consumo excessivo de açúcar pode ter relação direta com aparecimento da doença

A dificuldade para enxergar a distância poderá atingir 53,4% da população da América do Sul, segundo dados divulgados pela Associação Americana de Oftalmologia (AAO). Os dados são alarmantes e foram consolidados a partir da avaliação feita por um grupo internacional de cientistas de 145 estudos realizados com 2,1 milhões de participantes desde 1995 em todo o mundo.

Segundo a análise, no ano 2000 estimava-se que o mundo inteiro tinha 1,4 bilhão de míopes, ou seja, 22,9% da população. Para 2050, a estimativa é de que 4,75 bilhões de pessoas tenham a doença, o que corresponderá a aproximadamente 50% dos habitantes do planeta. Já o número de hipermíopes, ou seja, pessoas que com estágios muito avançado de miopia, deverá subir de 163 milhões em 2000 para pelo menos 478 milhões em 2050.

A DOENÇA – Alguns estudos científicos indicam que o aumento do consumo de carboidratos nas últimas décadas, especialmente o açúcar, pode impactar a quantidade de pessoas com miopia ao redor do mundo.

A explicação estaria no fato de que a substância pode interferir no crescimento do eixo óptico, o que faz com que os raios de luz sejam focalizados antes da retina, causando a sensação de vista embaçada.

Além disso, o excesso de açúcar no organismo dificulta o metabolismo da gordura e colesterol, e aumenta as chances de desenvolver degeneração macular, maior causa de cegueira irreversível.

Segundo o Ministério da Saúde, o consumo médio de açúcares é de 16,3% do total de calorias necessárias por dia. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que esse consumo não ultrapasse 10% das calorias consumidas, o que equivale a cerca de 50 gramas por dia, em média.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO – O acompanhamento da miopia é essencial para controlar seu desenvolvimento. “Na criança, a doença pode estar presente quando ela aproxima demais os objetos para vê-los ou aperta os olhos para enxergar à distância, por exemplo”, explica a oftalmologista da Clínica Oftalmed, Nicole Homar.

Por isso, é preciso visitar o oftalmologista pelo menos uma vez ao ano. O profissional realizará exames de acuidade visual, refração e mapeamento da retina para indicar o tratamento adequado da doença. “Usar óculos ou lentes de contato é sempre necessário. Em alguns casos, a cirurgia refrativa também pode ser recomendada”, afirma Nicole.

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