Empresas de pequeno e médio porte ganham mais visibilidade na construção civil

Janine Brito

Se há alguma coisa que a Operação Lava Jato trouxe para o Brasil foi a descentralização das grandes obras brasileiras, antes concentradas nas mãos das maiores empreiteiras do país. Desemprego, juros altos e restrição ao crédito foram os preços pagos pelo segmento da construção civil.

Apesar dos meses de estagnação e crescimento zero, empresários da construção já veem os primeiros sinais de melhoria no mercado. De acordo com pesquisa do Instituto Fecomércio com apoio do Sebrae, em setembro, o segmento de materiais de construção está no ranking dos que apresentaram maior crescimento no 9º mês do ano, aproximadamente 1,95%.

“O crescimento é pequeno, porém significativo. Num mundo escasso de boas alternativas e pensamentos positivos, vale pensar fora da caixa e não se fechar para as estratégias mais ousadas. A dica é só manter a cautela e uma permanente vigília do quadro econômico, a fim de não colocar em risco a segurança financeira da empresa”, sinaliza Janine Brito, diretora executiva da Ferragens Pinheiro.

Ainda segundo a empresária, é difícil mensurar o efeito Lava Jato nas empresas construtoras do DF. “É muito cedo para se desenhar um resultado que não seja decorrente da paralização das obras públicas e privadas na capital. Entendo que o momento seja bastante propício à codificação de novas regras para as prestações de serviços ao Estado, e aposto no significativo crescimento das pequenas e médias construtoras em todo o território nacional”, comenta.

Janine também alerta para as ameaças, “é sempre bom considerar que há margem de risco para qualquer das partes, seja pública ou privada. A crise aponta tanto oportunidades como dificuldades, especialmente no âmbito financeiro, que é o centro nervoso de todos os negócios”, diz.

Qualificação de trabalhadores a partir de 2017 – Outra notícia boa é que o Distrito Federal terá de qualificar cerca de 190 mil trabalhadores em ocupações industriais nos níveis técnico, superior e de qualificação entre 2017 e 2020. Uma das áreas que deve demandar mais formação profissional no estado é a construção civil, são pouco mais de 81 mil vagas.

“Com conhecimento de causa, reconheço a importância de uma mão de obra qualificada na indústria. Um profissional que se especialize após a conclusão do curso, e tenha experiência prática, terá o nível de empregabilidade muito maior. Possibilidades de aprendizado sempre funcionam como uma boa ferramenta de troca entre empresa e funcionários”, garante Janine Brito.


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