Corpo de Bombeiros de Roraima apresenta situação dos venezuelanos

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O Seminário Estadual de Serviço Social, Relações Fronteiriças e Fluxos Migratórios Internacionais abordou a problemática envolvendo o elevado número de venezuelanos que estão deixando o país de origem e vindo em Roraima. O coronel Edivaldo Cláudio Amaral, Comandante Geral do CBMRR (Corpo de Bombeiros Militar de Roraima) e Coordenador Estadual de Defesa Civil, apresentou os trabalhos realizados pelo GIGM (Gabinete Integrado de Gestão Migratório), montado pelo Governo do Estado para planejar formas de minimizar os efeitos da migração de venezuelanos para Roraima.

O evento foi promovido pelo Conselho Regional de Serviço Social, por meio da Seccional Roraima – CRESS 15ª Região, e realizado neste sábado (26), no auditório do Centro Universitário da Estácio da Amazônia. Durante a 6ª mesa temática do evento, que teve como tema as experiências profissionais na proteção dos imigrantes, fronteiriços e refugiados e os desafios para o assistente social, o coronel Amaral detalhou a atuação do GIGM.

“Por meio dos Centros de Atendimento ao Migrante constatamos que existe uma população flutuante de mais de 72 mil venezuelanos em dois anos e que, só neste ano de 2016, adentraram em território brasileiro, mais especificamente em Roraima, em busca de melhores condições de vida”, comentou.

De acordo com os levantamentos realizados pelo Gabinete Integrado, mais de 60% dos venezuelanos retornam para o país vizinho após a compra de gêneros básicos, como arroz, farinha, papel higiênico, entre outros. “Excluindo os que retornam à Venezuela, estamos lidando com quase 30 mil venezuelanos passando, sua grande maioria, por situações de necessidade”, disse.

CENTRO DE REFERÊNCIA – A partir de segunda feira (28), o GIGM implantará o CRI (Centro de Referência ao Imigrante) para prestar serviços de assistência social voltados a pessoas com vulnerabilidade alimentar e necessidades médicas, em especial os venezuelanos em situação de risco.

De acordo com o coronel Edivaldo Amaral, o Governo do Estado, até o momento, está atuando sozinho e sem o apoio do Governo Federal nessa questão. “Já encaminhamos ofícios para os Ministérios da Defesa e da Justiça solicitando maior controle e fiscalização nas fronteiras com a Venezuela. Da mesma forma, enviamos documentos oficiais para o Ministério da Saúde e para a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pedindo apoio, mas até agora não houve resposta de nenhum dos órgãos federais”, informou.

INDÍGENAS – O número de indígenas com crianças nas ruas de Boa Vista, também é motivo de preocupação para as autoridades locais. Por isso, a partir desta semana, não será mais permitido o transporte de crianças para os semáforos. Serão colocadas equipes do Corpo de Bombeiros e da Setrabes, juntamente com o Conselho Tutelar e a Pastoral para realizar esse trabalho de fiscalização e conscientização.

SESAU – A Sesau (Secretaria Estadual de Saúde) também participou do evento e apresentou dados sobre os atendimentos de saúde, principalmente no HGR (Hospital Geral de Roraima).

Segundo Neuza Nascimento, técnica de Núcleo da SESAU, os venezuelanos representam um grande número quando se trata de atendimentos para estrangeiros. “Hoje, aproximadamente 60% dos estrangeiros que recebem atendimentos médicos no HGR são venezuelanos. Quando observamos o número de internações, eles representam quase 70%”, detalhou.

NÚMEROS – O tenente-coronel Doriedson Ribeiro, Secretário Executivo de Defesa Civil de Roraima, também participou do Seminário e apresentou os números obtidos com os cadastramentos realizados pelos CAMs (Centro de Atendimento ao Migrante). Existe um Centro que funciona como uma Unidade Móvel, e outros dois localizados em Pacaraima e na Setrabes (Secretaria de Trabalho e Bem Estar Social).

“Cadastramos 2.234 venezuelanos em pouco mais de um mês de trabalho. A maioria apresenta a permissão de turismo para entrar no Brasil, mas já sabemos que este é um artifício para entrar no país de forma legal em busca de refúgio”, finalizou

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