Artigo | Tecnologia ajuda a driblar a falta de mão de obra no campo

Por Paulo Figueiredo


Um levantamento divulgado recentemente pela Organização Mundial do Trabalho (OIT) apontou que apenas uma em cada cinco pessoas na América Latina e Caribe trabalha no campo. De acordo com a análise, hoje existem 123 milhões de pessoas vivendo em zonas rurais, porém apenas 20% trabalham no campo. Além disso, a expectativa é que, em 2050, 90 milhões de pessoas morem em zonas rurais e apenas 13% delas exerçam a atividade.

Os números mostram que o trabalho no campo passará por grandes mudanças ao longo dos próximos anos e, consequentemente, será necessário investir em alternativas para suprir a falta de mão de obra especializada. Uma saída para esse problema é a utilização de tecnologias que ajudem a otimizar o serviço.

Aliás, um dos desafios da indústria é investir no desenvolvimento de soluções de pequeno porte, que ajudem a mecanizar propriedades menores. Por isso, cada vez mais, será preciso investir em soluções que tenham custos acessíveis, sejam de fácil manuseio, seguras, exijam menos esforço físico na operação e que garantam o aumento da produtividade no campo.

A Husqvarna é um exemplo de empresa que acompanha essa tendência. Atualmente, a marca sueca conta com soluções que, com um custo de aproximadamente R$ 10 mil, garantem ao agricultor a mecanização da plantação e o fim da escassez de mão de obra. A proposta é que, ao implantar a tecnologia dentro de uma pequena propriedade rural, o tempo de trabalho seja reduzido de forma significativa, permitindo que o pequeno produtor tenha condições de diversificar as culturas dentro de sua propriedade e ainda aumentar os seus lucros.

Entre os exemplos de tecnologias que podemos citar, estão as roçadeiras, para a limpeza entre as ruas das plantações e áreas verdes da propriedade rural; atomizadores, ideais para o lançamento de insumos agrícolas; e motocultivadores, substitutos da enxada no preparo do solo. Ou seja, com apenas três equipamentos, é possível atuar em diferentes atividades, sem necessitar de muito esforço físico ou trabalhar por muitas horas no mesmo serviço.

Nesse sentido, a mecanização com equipamentos de pequeno porte é inevitável e deve ser estimulada. É preciso entender que a tecnologia não foi criada para substituir o trabalho do homem, ela é uma alternativa para minimizar as consequências da migração do campo para a cidade. Afinal, o agronegócio é essencial para a nossa economia, além de ser responsável pela produção de boa parte dos alimentos que chegam à mesa de todos.


Paulo Figueiredo consultor técnico de produtos da Husqvarna, líder global no fornecimento de equipamentos para o manejo de áreas verdes.


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