Cenário Nacional | Preconceito e cegueira contra o agronegócio



É motivo de preocupação a desinformação demonstrada pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense, que pretende levar críticas ao agronegócio para a Avenida Marquês de Sapucaí, no carnaval carioca.

Trata-se de preconceito que leva à cegueira. A agropecuária brasileira, hoje, é respeitada e invejada no mundo inteiro. Quantos países gostariam de ter a produção e a produtividade que o país tem.

Muitas vezes, pessoas de boa-fé propagam clichês e chavões sem terem um conhecimento mínimo do assunto. No entanto, como o financiamento das escolas de samba é movido a patrocínios, pode ser que a motivação do enredo não seja, assim, tão inocente.

Intitulado “Xingu – O Clamor que Vem da Floresta”, o samba-enredo faz uma homenagem ao Parque Nacional do Xingu, em Mato Grosso, e insinua que a destruição da natureza está ligada à produção do agronegócio.

Entre as alas da escola, as que merecem críticas são a “Fazendeiros e Seus Agrotóxicos” e a “Pragas e Doenças”. A letra do samba-enredo da Imperatriz neste ano diz que “o belo monstro rouba as terras dos seus filhos, devora as matas e seca os rios”.

É preciso defender a liberdade de criação artística dos carnavalescos. Mas não se pode admitir a divulgação de ideias erradas sobre a atividade agropecuária. A mensagem que passam é a de que o produtor rural não está preocupado com a saúde da população, o que é um absurdo.

O agronegócio brasileiro é severamente fiscalizado, cumprindo as regras estabelecidas. A produção é exportada para todos os continentes do mundo. E os países importadores não comprariam os produtos brasileiros se eles não fossem rigorosamente certificados.

Os avanços tecnológicos das últimas décadas têm permitido uma produção agropecuária cada vez mais sustentável. O agronegócio respeita normas rigorosas a fim de garantir a preservação do meio ambiente, as espécies nativas e as terras indígenas. O Brasil tem 61% do seu território intocado, constituídos de matas nativas. Esse é um dado que quase ninguém conhece e mereceria ser ressaltado numa festa com a visibilidade mundial do Carnaval do Rio de Janeiro.


Andréa Dutra é jornalista, pós-graduada em marketing estratégico e diretora da ADS Comunicação

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