Maranhão bate novo recorde de vacinação contra febre aftosa

O sucesso na vacinação tem impacto não somente na sanidade do gado, mas em toda a economia do estado
De 1º de novembro a 15 de dezembro de 2016, foram imunizados 98,44% de todo o rebanho bovino e bubalino do Maranhão contra febre aftosa. Os dados, divulgados pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA), dizem respeito aos resultados da 2ª etapa da campanha de vacinação contra a doença e marcam um novo recorde para o estado.
O Maranhão conseguiu, pelo segundo ano consecutivo, manter os resultados de todas as campanhas acima de 98%. (Foto: Divulgação)

O Maranhão conseguiu, pelo segundo ano consecutivo, manter os resultados de todas as campanhas acima de 98%

“Mesmo com a estiagem, o grande número de focos de queimadas e o agravamento da seca em algumas regiões nesse segundo semestre, conseguimos aumentar a cobertura vacinal nesta etapa e ultrapassar o índice anterior, de 2015, que até então era o maior do estado no período. Com essa conquista, é possível que estejamos novamente entre os estados brasileiros com os melhores resultados”, declarou o presidente da Aged/MA, Sebastião Anchieta.

Com a porcentagem alcançada, que representa a vacinação de 7.473.201 bovinos e bubalinos, em 88.921 propriedades, o Maranhão também conseguiu, pelo segundo ano consecutivo, manter os resultados de todas as campanhas acima de 98%. Antes de 2015, a cobertura máxima alcançada havia sido de 97% em 2011.

Impacto

Em 2014, o Maranhão foi reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa com vacinação. Com essa conquista e a manutenção dos índices vacinais acima do exigido pelo Ministério de Agricultura, o estado avançou 74,1% na exportação de couro em relação a 2015, realizou a exportação de 11.288 bois vivos para o exterior pelo Porto do Itaqui e, até mesmo, conseguiu uma projeção de crescimento de 2,9% da área de soja, cultura que também depende desse status sanitário.

“O sucesso na vacinação tem impacto não somente na sanidade do nosso gado, mas em toda a economia do estado. Além da exportação de gado vivo e do aumento da produção de carne processada, para os mercados interno e externo, a indústria de laticínios e derivados de leite e mesmo a cadeia de grãos são influenciadas por esses resultados positivos, que mantém o estado competitivo e em destaque no cenário nacional”, explica o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Márcio Honaiser.

Regionais

Os grandes polos pecuaristas do estado, como Imperatriz e Açailândia, estão entre as Unidades Regionais da Aged/MA que mais vacinaram seu rebanho, com os índices vacinais de 99,77% e de 99,62%, respectivamente. Somente nessas regiões, foram imunizados mais de 2 milhões e 200 mil animais.

A Regional São Luís e Itapecuru Mirim são outros grandes destaques, com o alcance dos índices de vacinação de 100% e 99,88% dos animais da região. “Estes resultados revelam que o produtor maranhense está consciente da necessidade de proteger o seu rebanho, além de demonstrar o empreendedorismo no setor produtivo. Também não podemos deixar de reconhecer o papel do governo estadual, das associações de criadores e de todos os parceiros da Aged/MA na divulgação da campanha e na intensificação da vigilância sanitária do estado”, destacou Sebastião Anchieta.

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