Secretaria de Estado de Saúde revisa classificação de casos de febre amarela

O secretário Sávio Souza Cruz e o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said


Na nova classificação dos casos confirmados, são considerados critérios como exames laboratoriais, histórico vacinal e sintomas da doença

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) vai atualizar a situação epidemiológica da febre amarela no estado para enfrentamento da doença e a revisão da classificação de casos.

A nova classificação leva em conta critérios como exames laboratoriais, histórico vacinal da pessoa, sinais e sintomas compatíveis com a definição de caso e exames complementares. Para o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da SES-MG, Rodrigo Said, a revisão dos casos envolve um trabalho conjunto entre a secretaria, o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

“Todos os 206 casos notificados estão sendo investigados criteriosamente e, com o intuito de passar uma informação mais direta, iremos, a partir de agora, classificar os casos utilizando as definições de casos notificados/suspeitos e casos confirmados”, afirma.

Esforço coordenado

Desde o início do mês, quando a SES-MG foi notificada pelas Unidades Regionais de Saúde de Teófilo Otoni e Coronel Fabriciano sobre a ocorrência de casos suspeitos de febre hemorrágica, várias medidas vêm sendo adotadas com o intuito de conter o avanço da doença no estado. Uma dessas estratégias é a intensificação da vacinação nas regiões atingidas pelo surto de febre amarela.

Para o secretário de Estado de Saúde, Sávio Souza Cruz, a agilidade e dedicação das equipes merecem destaque. “Em apenas uma semana, foram distribuídas 1 milhão e 600 mil doses da vacina contra a febre amarela para as regiões prioritárias. Isso mostra a capacidade de mobilização das áreas técnicas da SES-MG e do Ministério da Saúde, que tem dado grande suporte no reforço do envio de doses extras da vacina”, reforçou o secretário.

Situação da doença em Minas

Em 2017, até o momento (19/1), foram notificados 206 casos suspeitos de febre amarela, sendo que, desses, 34 são casos confirmados.

Foram considerados casos confirmados aqueles que apresentaram: exame laboratorial detectável para febre amarela, exame laboratorial não detectável para dengue, histórico vacinal (não vacinado/vacinação ignorada), sinais e sintomas compatíveis com a definição de caso e exames complementares que caracterizam disfunção renal/hepática.

Em relação às mortes, há 54 óbitos suspeitos de febre amarela. Desses, 23 óbitos foram confirmados. Essas mortes ocorreram nos municípios de Ladainha (7), Piedade de Caratinga (2), Ipanema (3), Malacacheta (2), Imbé de Minas (1), São Sebastião do Maranhão (2), Frei Gaspar (1), Itambacuri (2), Poté (1), Setubinha (1), Teófilo Otoni (1).

 

Ações adotadas

 

Desde a notificação da doença no estado, a SES-MG tem desenvolvido uma série de ações no âmbito da vigilância e assistência dos casos suspeitos de febre amarela. Essas ações envolvem cinco grandes eixos, entre eles o de gestão, vacinação, assistência aos pacientes / organização da rede assistencial, controle do vetor e divulgação periódica de informações. São elas:

– Realização de ações educativas de mobilização social para eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti em municípios infestados, visando evitar a reurbanização da Febre Amarela no Brasil;

– Apoio aos municípios na investigação dos casos e nas ações de mobilização, controle e vacinação. Neste trabalho de apoio em campo, destaca-se o suporte do Governo Federal, com a disponibilização de uma equipe para investigação dos casos registrados e para intensificar a vacinação;

– Ampliação da oferta de vacina aos viajantes não vacinados que se destinem à Área Com Recomendação de Vacina no Brasil (ACRV) ou para países com risco de transmissão, pelo menos 10 dias antes da viagem;

– Intensificação da vacinação em municípios que são área com recomendação de vacina no estado, elevando assim as coberturas vacinais, com priorização das populações de áreas rurais e silvestres, principalmente para aqueles indivíduos com maior risco de exposição (população de área rural, silvestre, pessoas que fazem turismo “ecológico” ou “rural”, agricultores, extrativistas e outros que adentram áreas de mata ou silvestres);

– Notificação e investigação oportuna (até 24h) de todos os casos humanos suspeitos, incluindo aqueles de doenças febris ictéricas e/ou hemorrágicas, óbitos por causa desconhecida e mortes de primatas.

 

Vacinação

 

Até o momento, Minas Gerais recebeu, do Ministério da Saúde, cerca de 2 milhões de doses da vacina contra a febre amarela. A SES-MG solicitou ao ministério, ainda, o envio de mais 1 milhão de doses.

A previsão é a de que 450 mil cheguem até o início da próxima semana. Assim que recebidas pela SES-MG, as doses são encaminhadas às regionais de saúde, de forma gradativa, conforme capacidade de armazenamento dos municípios.

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