Após cinco anos, Paraná registra primeiro janeiro sem epidemia de dengue

Estado cria força tarefa e vai aplicar fumacê contra a dengue em Paranaguá. Paranaguá, 05/04/2016. Foto: Divulgação SESA

Um levantamento feito pela Secretaria da Saúde aponta que pela primeira vez, em cinco anos, o Paraná finaliza um mês de janeiro sem registrar epidemias de dengue em nenhum dos 399 municípios do Estado. A última ocorrência como esta aconteceu em 2012, quando nenhuma cidade paranaense apresentava mais que 300 casos da doença a cada 100 mil habitantes.

“Com campanhas e ações educativas, parcerias importantes e um trabalho intenso de remoção de criadouros, entre outras ações, o Estado do Paraná enfrenta este que é um dos mais graves problemas de saúde pública do país na atualidade: a dengue”, salienta o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.

O comparativo mostra que em janeiro de 2016, por exemplo, 11 municípios do Estado já haviam declarado epidemia. No mesmo mês, em 2015, eram cinco cidades em epidemia e, em 2014, três. A superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira, salienta que mesmo com os bons números, o cuidado não pode parar.

PREVENÇÃO – “Resultados como este mostram que estamos indo pelo caminho certo. Os dados apontam que o reforço nas ações de enfrentamento ao mosquito está fazendo a diferença no controle da dengue, mas o apoio dos paranaenses deve continuar”, fala a superintendente.

Cleide reforça que eliminar a água parada ainda é a melhor forma de combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. “Sem o criadouro, não há como o mosquito se reproduzir e isso tem impacto direto na redução do número de casos e epidemias no Estado”, afirma.

CÁLCULO – O coordenador da Sala estadual de Situação da Dengue, Raul Bely, explica que para verificar uma situação de epidemia, levam-se em conta as confirmações de dengue no período epidemiológico atual, sempre iniciado na primeira semana de agosto.

“Para essa avaliação, consideramos o número de habitantes do município e o número de casos confirmados da doença naquela cidade. Se o valor apresentado for maior do que 300 casos a cada 100 mil habitantes, é declarada situação de epidemia na cidade”, detalha Raul.

E complementa: “Se valor for compreendido entre 100 e 300 casos por 100 mil habitantes, o município entra em situação de alerta para uma possível epidemia. E, felizmente, nenhuma das duas situações foi verificada nos últimos seis meses”, diz o coordenador.

 

BOLETIM

Divulgado na terça-feira (31), o informe técnico da Secretaria da Saúde informa a ocorrência de 464 casos de dengue no Paraná desde agosto do ano passado, 25 casos a mais do que na última semana.

O boletim detalha também o comportamento das outras duas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Agora, já são três casos de zika vírus, sendo dois importados de outras localidades, e 14 de chikungunya no Estado, com nove importados.

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