Festival de Iemanjá foi em ritmo de batuque e muita oferenda

Representantes de vários movimentos culturais participaram do evento em homenagem a Iemanjá

Evento também serviu para promover o fortalecimento do combate à intolerância religiosa.

 

 

Bolo, flores, bebidas, perfumes e muito batuque de marabaixo. Foi assim a comemoração do Dia de Iemanjá, às margens do Rio Amazonas, em Macapá, nesta quinta-feira 2 de fevereiro. “Estou aqui para agradecer à mãe do mar os pedidos feitos ano passado e que ela ajude as pessoas a respeitarem nossa religião. Por isso estou oferecendo a ela flores e champanhe”, afirmou, emocionada, Maria Claudina de Souza, conhecida como mãe Dina, do terreiro de umbanda Abassaxé Odara Yadebassakilê.

O evento realizado pela Secretaria Extraordinária de Políticas Públicas para Afrodescendentes (Seafro) e Federação dos Cultos Afro-religiosos de Umbanda e Mina Nagô (Fecaromina), serviu para promover o fortalecimento do combate à intolerância religiosa.

“A interação dos segmentos é de extrema importância para o combate à intolerância religiosa e também outros tipos de discriminação. Não dá pra falar de matriz africana, sem falar do preconceito com a capoeira, marabaixo, candomblé”, disse, Núbia Souza, secretária da Seafro.

A saudação perante a imagem da rainha do mar foi com o rufar dos tambores e fogos de artifícios. Na água, diversas oferendas e banho de cheiro, tudo de acordo com a maré. A concentração de sacerdotes, entre praticantes, simpatizantes e autoridades, foi em frente ao Trapiche Eliezer Levy. Movimentos culturais como marabaixo, capoeira e grupo de hip-hop, estiveram presentes.

“Todas as vezes estamos inseridos nesse contexto da Seafro e hoje não poderíamos deixar de participar desta homenagem a Iemanjá com o ritmo de capoeira”, disse a presidente da União Capoeiristas do Amapá, Maria José Silva.

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