Faturamento e produção da indústria do plástico devem aumentar em 2017


Estima-se que o faturamento do setor em 2017 chegue à casa de R$ 55,8 bilhões, ou seja, um aumento de 1% frente a 2016, quando o valor foi de 55,3 bilhões

De acordo com balanço econômico produzido pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), estima-se que o faturamento do setor em 2017 chegue à casa de R$ 55,8 bilhões, ou seja, um aumento de 1% em relação a 2016, quando o valor foi de 55,3 bilhões. Este montante significou queda de 11,1% na comparação com 2015. “Mesmo que em um nível ainda pequeno, é importante a expectativa de retomada do crescimento este ano”, salienta José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, acrescentando: “Os dados indicam que o pior já passou”. 

A projeção para 2017 é de que a produção física de produtos plásticos também apresente resultado positivo, com aumento de 1,24% ante 2016, alcançando a casa dos 6,32 milhões de toneladas. Estima-se, também, que, em 2017, o consumo aparente de transformados plásticos (resultado da soma da produção com importações, menos exportações) cresça 1,8, atingindo 6,68 milhões de toneladas. 

Ainda de acordo com o balanço da entidade, os setores demandantes do plástico também vêm apresentando expectativas mais positivas para 2017. A indústria de alimentação deverá avançar 1,5%; 67% dos fabricantes de eletroeletrônicos projetam crescimento para 2017; o agronegócio brasileiro será melhor do que a média mundial para produtos como soja, milho, açúcar e carnes (bovina, suína e frango) e o setor de construção espera o início de uma recuperação para este ano. 

No que diz respeito à mão de obra empregada, mesmo com um avanço econômico, a Abiplast estima que haja uma retração de 1,8% em relação ao ano anterior. A entidade prevê em 2017 o fechamento de seis mil postos de trabalho. 

“É premente que, além de melhores estimativas, o ano de 2017 tenha um cenário político menos conturbado e que sejam realizadas as reformas estruturais, que darão mais segurança jurídica e competitividade à nossa indústria. Mais rapidez no recuo da taxa de juros, para incentivar o investimento, reformas que modernizem e tragam maior segurança jurídica às relações do trabalho e uma reformulação para simplificar o complexo e custoso sistema tributário brasileiro são temas fundamentais para que nossa indústria volte a produzir mais e empregar”,  afirma Roriz.

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