Mitos e verdades sobre cirurgia da coluna vertebral


Quem já não sofreu com dores nas costas? E quantos não têm problemas recorrentes? Principal sintoma doloroso que leva pessoas aos serviços médicos, as dores de coluna, em sua grande maioria, são facilmente tratadas com medicações e terapias de reabilitação física, como RPG e afins. No entanto, para cerca de 10% dos indivíduos que sofrem de problemas crônicos, a indicação cirúrgica se faz necessária, causando em leigos algumas incertezas sobre seus benefícios e possíveis efeitos colaterais e, consequentemente, adiamentos que podem agravar o quadro.

Para desmitificar os mitos em torno dos procedimentos cirúrgicos da coluna, o neurocirurgião especialista pela Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), Dr. Alexandre Elias, listou alguns esclarecimentos que podem ajudar os pacientes no questionamento com seus médicos e nas decisões a serem tomadas para a melhora em sua qualidade de vida.

1 – Alterações estruturais da coluna visualizadas em exames de imagem, por si só, já indicam a necessidade de procedimento cirúrgico.
MITO – A coluna sofre alterações degenerativas que acompanham o envelhecimento natural do corpo. Pessoas acima de 40 anos, normalmente, já apresentam alterações nos exames de imagem (Raio X, tomografia e ressonância magnética). Porém, estas alterações só têm valor se houver um quadro clínico correspondente. Caso não haja, são consideradas apenas como envelhecimento normal daquela pessoa.
Caso surjam sintomas relacionados às alterações dos exames, um especialista poderá dizer se a doença necessitará de tratamentos mais complexos.

2 – Toda cirurgia de coluna exige grandes cortes.
MITO – Vários procedimentos, hoje em dia, são minimamente invasivos, com inúmeras vantagens de recuperação, com redução de dor crônica, menor sangramento intra-operatório, menor de risco de infecção e alta hospitalar mais breve.

3 – Cirurgias de coluna requerem longo período de recuperação
MITO – Na grande maioria dos casos, o paciente é liberado para andar no mesmo dia ou no dia seguinte da cirurgia. O caminhar é livre. A restrição maior é não carregar peso e não abaixar. As atividades sociais e laborais são liberadas dentro de 7 e 30 dias, em média.

4 – O processo de recuperação pós-cirúrgica é tão importante quanto o procedimento para os resultados do tratamento.
VERDADE. Devido a sensibilidade e necessidade de cicatrização, é preciso seguir as recomendações médicas com precisão, inclusive sobre os retornos de consultas, para não comprometer o procedimento realizado.

5 – Após operada, a pessoa não terá mais a autonomia de antes.
MITO – A cirurgia, quando bem indicada, realizada e bem respondida pelo paciente, tem exatamente a função de devolver ao paciente a autonomia de antes. O tipo de doença e seu estágio é quem vai determinar o maior ou menor sucesso do procedimento.

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