Bares e restaurantes de Fernando de Noronha passam a ser categorizados

Com uma metodologia de categorização reconhecida mundialmente, seguindo métodos empregados na Copa do Mundo, equiparados a restaurantes de metrópoles como Nova Iorque, Los Angeles e Londres, o arquipélago passa a ser um modelo a ser seguido pelos demais destinos turísticos do Brasil.
O Plano de Continência para Vigilância de Riscos, Doenças e Agravos de Transmissão Alimentar em Fernando de Noronha é uma iniciativa exitosa entre a Administração da ilha, em parceria com a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), secretaria de Saúde de Pernambuco, Prefeitura do Recife e o Ministério Público. Em um ano de acompanhamento em 42 restaurantes situados na ilha, o trabalho obteve a redução em 94% dos casos de doenças diarreicas agudas causadas por alimento (DDA). Os resultados do Plano foram apresentados a representantes da comunidade noronhense,  no Palácio São Miguel, em Fernando de Noronha.

“Hoje estamos comemorando o resultado de uma ação que tinha tudo para dar errado, pois, quem gosta de ser fiscalizado? O trabalho está selado e a parceria firmada. Ganha aqui o morador, a sociedade, e os turistas que freqüentam a ilha. Parabéns a todos os envolvidos porque Noronha está marcando história no Brasil, sendo o único destino turístico no país a implantar um grande e eficiente sistema de categorização alimentar. Em seis meses vamos conferir quem conseguiu dar os maiores saltos e, quem sabe, ser premiado com um troféu de reconhecimento”, declarou o Administrador da ilha, Luis Eduardo Antunes.

Em 2016, a ilha enfrentou um surto de DDA, registrando somente no mês de março 147 casos. Naquela ocasião, a Vigilância Sanitária constatou que os alimentos servidos em muitos restaurantes da ilha estavam causando problemas de saúde por manuseio inadequado. Feita uma investigação com mais afinco, os técnicos constataram também problemas desde o embarque dos alimentos, no continente até o preparo nos restaurantes. Com um ano de  medidas estabelecidas dentro do Plano, o número de DDA foi reduzido para nove ocorrências.

“Nosso foco foi a categorização dos serviços de alimentação em Noronha. Assim, fizemos quatro visitas em cada estabelecimento, que foram pontuados e agora só agora estamos divulgando o resultado. Após receberem as orientações, os estabelecimentos começam a ser marcados pelos selos A, B, C e D, mas o listão de estabelecimentos será reavaliado duas vezes ao ano”, destacou o diretor da Apevisa Jaime Brito. Segundo ele, o Plano realizado em Fernando de Noronha foi selecionado para o 5º Congresso Norte Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde, de 3 a 6 de maio, na Bahia.

Todo o trabalho recebeu orientações do Ministério Público. “Este é um excelente resultado com a redução significativa no número dos casos de contaminação por alimentos”, avaliou o promotor da ilha, André Rabêlo


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