Secretaria de Inclusão capacita atendentes do NAT na Língua Brasileira de Sinais

O curso tem parceria com a ONG Clube Poliglota, que forneceu, de forma voluntária, os instrutores de Libras

Para aprimorar o atendimento a pessoas com deficiência auditiva, o Núcleo de Apoio ao Trabalho (NAT) da Secretaria de Estado da Inclusão Social capacita seus atendentes com um curso ‘1básico de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), das quase 520 mil pessoas com deficiência existentes em Sergipe, aproximadamente 112 mil possuem deficiência auditiva. Ainda que introdutório, o curso ajudará os operadores do Sistema Nacional de Empregos (Sine) a se comunicar melhor com esse público, quando comparecer à unidade em busca de uma colocação no mercado de trabalho.

Durante as aulas, que acontecem semanalmente, são trabalhados os processos de formação de palavras em Libras, as categorias gramaticais, os tipos de frases, a estruturação de sentenças, o sistema de transição e outros conteúdos. Segundo a assessora técnica do NAT, Márcia Diniz, a unidade oferta diariamente vagas para pessoas com deficiência (PcDs) e, diante do crescente número de pessoas surdas que procuram a unidade em busca de uma delas, o curso supre uma necessidade do atendimento.

“Estamos começando essa capacitação neste mês de maio, envolvendo todos os nossos colaboradores, principalmente os que atuam no atendimento. Foi feita uma parceria com a ONG Clube Poliglota, que nos forneceu, de forma voluntária, os instrutores de Libras. O nosso objetivo é atender bem as pessoas que usem e precisem dessa forma de comunicação. Agora, quando uma pessoa com deficiência auditiva procurar o núcleo, o funcionário poderá se comunicar, obtendo as informações necessárias ao atendimento”, pontuou.

O Instrutor Voluntário da ONG Clube Poliglota, Rigleison Gomes Feitosa, avalia ser de muita importância esse tipo de capacitação para os funcionários, considerando que eles não estavam conseguindo atender as pessoas surdas. “Muitas delas, inclusive, vinham ao NAT com intérpretes”, revelou.

Ainda de acordo com o instrutor, a Libras é uma forma de linguagem natural e, como qualquer outra, apresenta uma estrutura gramatical própria, com seus aspectos semânticos, sintáticos, morfológicos, etc. “O que a diferencia das demais línguas usadas hoje é que, em vez do som, utiliza os gestos como meio de comunicação. Foi criada justamente para promover a inclusão social de surdos e deficientes auditivos. A experiência aqui, no NAT, tem sido fantástica”, finalizou Rigleison.


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