Vacinação contra gripe é prorrogada até o dia 9 junho


A Secretaria de Estado da Saúde por determinação do Ministério da Saúde, prorrogou até o dia 9 de junho a Campanha de Vacinação contra a Gripe, que terminaria nesta sexta-feira (26). O motivo da prorrogação é atingir a meta de 90% do público-alvo, que corresponde a 832.094 pessoas. Até o momento, a cobertura está em 68,02% e 52 cidades da Paraíba atingiram meta, sendo Alcantil (123,84%), Itapororoca (109,23%) e São José dos Ramos (107,89%) os municípios com maior cobertura.

“Seguimos reforçando a importância da população que está nos grupos prioritários procurarem uma unidade de saúde para garantir a vacinação e, consequentemente, se proteger das complicações causadas pelo vírus influenza. A vacinação é a principal forma de prevenção”, alertou a chefe do Núcleo de Imunização da Ses, Isiane Queiroga.

O Estado já recebeu e encaminhou aos 223 municípios 100% das doses a serem aplicadas (um total de 1 milhão e 177 mil doses) – quantidade suficiente para atender todo o público-alvo inserido na campanha.

“A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é de que todos os esforços sejam feitos pelos municípios para que a meta seja alcançada o quanto antes e, dessa forma, sejam evitadas as complicações causadas pela doença”, informou Isiane.

Desde o dia 17 de abril, a vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que são a novidade deste ano.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, grupo que inclui pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

Situação Epidemiológica – Na Paraíba, de 1º de janeiro a de maio de 2017 (1ª até 19ª Semana Epidemiológica de início dos sintomas), foram notificados 87 casos para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), destes, cinco casos foram confirmados o agente etiológico influenza A subtipo H3sazonal e três casos para influenza B. Foram descartados para Influenza e seus subtipos 43 casos e os demais seguem em investigação.

No que se refere ao cenário dos óbitos, foram registrados 30 óbitos de SRAG com suspeitas de algum vírus de influenza, sendo oito casos confirmados para Influenza subtipo H3 sazonal nos municípios de João Pessoa (quatro casos) e Sousa (um caso).  Foram descartados 21 casos para o agente etiológico da Influenza e um óbito segue em investigação.

Dados – Na Paraíba, entre os públicos-alvo, a população indígena registrou a maior cobertura vacinal: 82,55% dela já está imunizada, seguida pelos trabalhadores de saúde (75,98%), puérperas (75,23%), idosos (74,55%) e gestantes (71,05%).

Os grupos que menos se vacinaram são crianças (58,53%) e professores (44,43%). Lembrando que cada um desses grupos precisa terminar a campanha com, pelo menos, 90% de cobertura vacinal.

“Nenhum grupo atingiu a meta, até então. Nosso principal alerta é que os pais e responsáveis levem as crianças aos postos de vacinação para se imunizarem. Elas formam um grupo vulnerável e que está mais suscetível às complicações da gripe”, declarou Isiane.

Prevenção – Além da vacinação, é importante que a população esteja ciente das medidas de prevenção contra a gripe, uma vez que a transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).

À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medidas de prevenção para evitar a doença: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

É importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe – especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações – devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

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