Governo contabiliza danos ao patrimônio após manifestação de quarta-feira (24)

Brasília - Polícia Militar e manifestantes entram em confronto na Esplanada dos Ministérios durante protesto contra o governo do presidente Temer e reformas trabalhista e da Previdência (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Prejuízo com equipamentos da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Detran-DF destruídos ou danificaram soma cerca de R$ 286 mil

O governo de Brasília contabilizou os danos causados durante a manifestação de quarta-feira (24) na Esplanada dos Ministérios, em que se registraram atos de violência e depredações ao patrimônio público. O prejuízo com equipamentos da Polícia Militar do DF (PMDF), do Corpo de Bombeiros e do Departamento de Trânsito (Detran-DF) soma R$ 286.392.

Além de 93 barreiras de cercamento, avaliadas em R$ 139.500, e 168 cones queimados e usados para quebrar vidraças, no valor total de R$ 24.192, a PMDF identificou estragos em um capacete e dois escudos da corporação. Esses últimos danificados por pedradas.

No Corpo de Bombeiros, o dano foi a uma viatura de combate a incêndio, modelo Pierce, que teve o para-brisas e o retrovisor atingidos por pedras. Por ora, o reparo é estimado em R$ 20 mil — como o veículo é importado, a quantia pode variar de acordo com a cotação do dólar.

Semáforos, placas de trânsito, paradas de ônibus e até bicicletas compartilhadas foram alvo dos destruidores

Entre os materiais do Detran-DF, utilizados para organizar o fluxo de trânsito no local e bloquear o acesso de veículos às Vias N1 e S1 durante o ato, o prejuízo chega a R$ 102,7 mil.

Desse total, R$ 40 mil são referentes a 28 cercas, R$ 7,8 mil a 70 cones, além de R$ 14 mil de 25 placas de trânsito danificadas. Outros R$ 40.900 serão empregados para reparação ou substituição de semáforos.

Paradas de ônibus e bicicletas compartilhadas também vandalizadas

Na quarta-feira (24), foram vandalizadas 28 bicicletas públicas na Esplanada, sendo 16 danificadas, oito sucateadas e quatro queimadas. Essas avarias estão estimadas em R$ 41.960, e não há previsão para reposição.

Os veículos fazem parte de projeto de bicicletas compartilhadas da empresa Samba Transportes Sustentáveis, por meio de termo de concessão de uso firmado com a Secretaria de Mobilidade.

Na área central da cidade, identificou-se a depredação de 11 paradas de ônibus após o protesto. Nos pontos, foram quebrados 62 vidros e 42 lâmpadas. Os reparos são feitos pela Cemusa, empresa que administra as paradas.

Na Rodoviária do Plano Piloto, torneiras de banheiro e lâmpadas também foram danificadas.

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