Hospital de Base cria ambulatório de pesquisa sobre doenças intestinais

Coordenador do Centro de Pesquisa Clínica do Hospital de Base, João Batista Tajra.

Nova ala ajuda nos estudos e no tratamento dos pacientes da rede pública de saúde. Modelo que chega a Brasília é usado na Bélgica, no Canadá e na Islândia

Com o objetivo de ter mais controle sobre as doenças inflamatórias intestinais, o Hospital de Base de Brasília criou um ambulatório de pesquisa clínica voltado para pessoas com esse tipo de problema. A nova ala é composta por uma equipe multiprofissional, com especialistas em proctologia, gastroenterologia, nefrologia, nutrologia médica, psicologia e enfermagem.

Com o objetivo de ter mais controle sobre as doenças inflamatórias intestinais, o Hospital de Base de Brasília criou um ambulatório de pesquisa clínica voltado para pessoas com esse tipo de problema.

Com o objetivo de ter mais controle sobre as doenças inflamatórias intestinais, o Hospital de Base de Brasília criou um ambulatório de pesquisa clínica voltado para pessoas com esse tipo de problema. Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Esse é o primeiro ambulatório com foco em pesquisa criado no Distrito Federal. O modelo é comum na Bélgica, no Canadá, na Islândia e em outros países com medicina avançada.

De acordo com o coordenador do Centro de Pesquisa Clínica do Hospital de Base, João Batista Tajra, pelo menos 11 médicos têm acesso ao prontuário do paciente. “No centro, estudamos e debatemos o caso com outros profissionais, o que personaliza o atendimento”.

Além disso, todas as informações do paciente são computadorizadas, o que permite identificar o perfil inicial daqueles que procuram a rede para tratamento. É possível cruzar dados, por exemplo, sobre as características de fumantes ou de sedentários, e verificar se a incidência é maior em homens ou em mulheres.

Cinco em cada 100 mil brasileiros sofrem de doenças inflamatórias intestinais crônicas

As doenças inflamatórias intestinais são crônicas e não têm cura. As mais comuns são a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Os sintomas das duas são parecidos: dores abdominais, perda de peso e mais de seis semanas com diarreia.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a incidência da doença é de cinco casos em cada grupo de 100 mil habitantes no País. Para Tajra, as pesquisas ainda permitirão dados específicos para os brasilienses. “Isso é medicina baseada em evidências”, explica o médico.

Segundo ele, com esses estudos, será possível planejar políticas públicas voltadas para a população local.

Acompanhamento ambulatorial restrito a pacientes

Como o ambulatório é específico para ocorrências de doença inflamatória intestinal, apenas pessoas com indicação médica, que tenham recebido o diagnóstico, podem solicitar atendimento. O pedido é feito diretamente pelo site do Hospital de Base, clicando na aba Pacientes e depois em Doenças Intestinais.

Depois disso, o paciente finaliza o cadastro com informações pessoais sobre o tipo de medicamento usado e a doença que foi confirmada. Ao concluir, ele recebe um e-mail que explica os procedimentos do ambulatório, onde já foram cadastrados 12 pessoas em apenas um mês de funcionamento.

O médico que quiser participar dos grupos de pesquisa precisa ser da rede pública de saúde. Ele deve procurar a coordenação do Centro de Pesquisa Clínica do Hospital de Base e informar o interesse.

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