Funap consegue trabalho para todas as mulheres do semiaberto

Funap-DF mantém no mercado de trabalho por meio de contratos com órgãos públicos. Foto: Pedro Ventura/ Agência Brasília


No primeiro semestre de 2017, órgão esvaziou a fila de espera na Penitenciária Feminina. No total, 90 sentenciadas ingressaram nos contratos vinculados à Fundação

A oportunidade de reinserção no mercado de trabalho após o encarceramento tornou-se realidade para as mulheres que cumprem o regime semiaberto na Penitenciária Feminina do Distrito Federal.

No primeiro semestre de 2017, a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do DF (Funap-DF), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, conseguiu alocar em seus contratos todas as sentenciadas que aguardavam uma vaga.

Nos primeiros meses do ano, novos acordos foram pactuados pela Fundação com empresas públicas e privadas para promover a reintegração social dos apenados por meio do trabalho.

Segundo Nery do Brasil, diretor-executivo da entidade, este ponto que favoreceu o esvaziamento da fila. “As novas parcerias foram fundamentais para garantir oportunidade de inclusão produtiva para as internas. Sabemos da importância que o trabalho representa para o reingresso da pessoa presa à sociedade”, afirmou o diretor.

“Sabemos da importância que o trabalho representa para o reingresso da pessoa presa à sociedade”Nery do Brasil, diretor-executivo da Funap-DF

É o caso de Marta*, que presta serviço no Viveiro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) há dois meses e é uma das 90 mulheres inseridas em postos de trabalho no curso deste ano.

Como ela, mais de 200 mulheres presas, que se encontram no cumprimento dos regimes semiaberto e aberto, exercem atividades em empresas públicas e privadas no DF por meio da Funap-DF.

A Fundação mantém vigentes 76 contratos para alocação da mão de obra de homens e mulheres do sistema prisional do DF. Entre os novos convênios, a parceria com a Novacap é responsável por conceder espaço a 33 apenadas.

A supervisora das reeducandas e chefe da Divisão de Agronomia da Novacap, Janaína Lima, relata que a chegada delas foi muito positiva para o órgão e que o fluxo de trabalho do local, desde então, é outro.

“Elas têm uma força de trabalho impressionante. Fomos nos adaptando aos poucos, e hoje elas são fundamentais para nós”, conta a servidora. No espaço de 27 hectares, as reeducandas atuam em semeaduras, manutenção de plantas, capinação e nas etapas de plantio de mudas.

Capacitação profissional

Para qualificar a mão de obra das presas e facilitar seu reingresso no mercado de trabalho, a Funap oferece cursos profissionalizantes às sentenciadas, em parceria com a Secretaria de Educação, por meio do programa Pronatec Mulheres Mil.

As aulas, que tiveram início em abril, contemplam 85 internas com cursos de assistente administrativo, recepcionista e costureira de máquina reta e overloque (industrial).

Apesar do saldo positivo, a Funap busca mais parcerias para estender as oportunidades de trabalho aos homens do semiaberto, onde o contingente de espera é alto. “Hoje temos aproximadamente 700 reeducandos aguardando vaga. Nossa meta é melhorar este cenário também”, ressalta Brasil.

Atualmente 1,2 mil pessoas, entre homens e mulheres, estão em postos de trabalho em empresas do governo de Brasília, órgãos federais, empresas privadas e do terceiro setor.

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