Governo assina Protocolo de Intenções para implantação de Distrito Industrial em Abaetetuba

O secretário do Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki (foto), apresentou nessa terça-feira, 13, a palestra “O Planejamento Estratégico do Estado do Pará – Pará 2030”, no município de Abaetetuba, no auditório da Faculdade de Educação e Tecnologia da Amazônia (FAM). A apresentação precedeu a assinatura do Protocolo de Intenções com a prefeitura, a Sedeme e a Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) para a implantação de um Distrito Industrial na cidade. FOTO: ASCOM SEDEME DATA: 14.06.2017 ABAETETUBA - PARÁ

O secretário do Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, apresentou nessa terça-feira, 13, a palestra “O Planejamento Estratégico do Estado do Pará – Pará 2030”, no município de Abaetetuba, no auditório da Faculdade de Educação e Tecnologia da Amazônia (FAM). A apresentação precedeu a assinatura do Protocolo de Intenções com a prefeitura, a Sedeme e a Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) para a implantação de um Distrito Industrial na cidade.

O titular da Sedeme fez um apanhado geral sobre aspectos geográficos, econômicos, industriais e sociais do Estado e do município para lideranças políticas, representantes do setor produtivo e acadêmicos. Ao fim da palestra, houve uma troca de experiências com os presentes, que puderem conhecer melhor o plano de desenvolvimento econômico do Pará para os próximos 15 anos.

Além da assinatura do protocolo para estudos para viabilização do distrito industrial, Demachki citou que Abaetetuba se tornará inevitavelmente uma cidade portuária e a própria sociedade civil tem que estudar e estar preparada para potencializar os efeitos positivos dessa vocação e minimizar os impactos negativos.

Aos que assistiram a palestra, Adnan Demachki citou o ranking do Produto Interno Bruto (PIBs) dos Estados, com o Pará ocupando a 20ª posição, e o planejamento para o crescimento de 5.3% ao ano da economia paraense nos próximos 15 anos. “Quanta riqueza saiu sem ser beneficiada, industrializada aqui no nosso Estado. O quanto gerou ou deixou de gerar riquezas para a nossa população? O Pará tem que crescer os níveis de produção de forma verticalizada, ancorado na sustentabilidade e na qualificação da população”.

Demachki deixou claro que é preciso abandonar o puro e simples extrativismo e investir em produtos com maior valor agregado. “Queremos que a grande maioria de nossas indústrias seja altamente verticalizada e com forte valor agregado”.

Parte considerável das indagações do público presente mostrou preocupação quanto aos impactos ambientais dos grandes projetos, como o Distrito Industrial. O secretário de desenvolvimento econômico concordou com as afirmações e reforçou a necessidade do crescimento em concordância com a sustentabilidade ambiental, o que está implícito no Pará 2030. “Temos que estar atentos e fazer nossa parte como sociedade e garantir que podemos melhorar as condições da população sem extinguir nossos bens naturais”.

Prefeito de Abaetetuba, Alcides Negrão, salientou o momento do Estado, que mesmo diante da crise nacional vem se esforçando para atrair investidores e incentivar o empreendedor local a investir dentro do Pará. “Alguns projetos são sonhados há tempos pelos abaetetubenses e a oportunidade está aí, independente de escolhas partidárias. O futuro começa aqui e temos que ser, também, empreendedores”.

Estiveram também presentes em Abaetetuba o secretário de Estado de Transporte (Setran), Kleber Menezes; a deputada estadual Cilene Couto; o vereador Régi Mota, presidente da Câmara local; Walter dos Santos, presidente da Associação Comercial de Abaetetuba; Pedro Henrique, diretor na Jucepa; Waldinei dos Santos, do Instituto Federal do Pará de Abaetetuba; Genivaldo Ferreira, reitor da FAM; Jorge Resende, do Inmetro; e Marinoel Manolo, diretor da Codec.

Programa

O Pará 2030 apresenta as iniciativas tomadas pelo Governo do Estado para, em 15 anos, promover o desenvolvimento da economia e, com isso, melhorar a condição de vida dos paraenses. “Hoje, o PIB per capita do paraense é pouco mais da metade da média nacional. O esforço tem que ser coletivo, dos órgãos oficiais aos empresários e à sociedade, para igualar à média nacional”, afirmou o secretário. Hoje, o PIB per capita do Pará é de R$ 15,2 mil, ao passo que a média nacional é de R$ 26,5 mil.

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