Minas Gerais é líder em geração distribuída no Brasil

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) já conta com uma usina solar fotovoltaica

Energia gerada nas residências, no comércio, na indústria e no campo ajuda a reduzir o valor da conta dos produtores 

O sistema brasileiro de geração distribuída está em crescimento e já possui 11.380 unidades geradoras, com potência instalada de 130.649 kW, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Minas Gerais é o estado que mais tem produtores – são 2.409 ligações, sendo 2.329 na área de concessão da Cemig, com potência instalada de 26.210 kW.

A partir de fontes renováveis, como sol, vento, rejeitos e resíduos, os clientes produzem energia para consumo próprio e, muitas vezes, injetam o excedente na rede de distribuição, aliviando a carga do sistema elétrico.

Na área de concessão da Cemig, a Aneel registrou 2.281 unidades geradoras usando tecnologia fotovoltaica, que capta e converte energia solar em energia elétrica, e 47 plantas de cogeração, utilizando biogás de resíduos agroindustriais, florestais e gases de processos.

Segundo Dênio Alves Cassini, técnico do sistema elétrico da Efficientia, subsidiária da Cemig, a tecnologia fotovoltaica é a mais utilizada por consumidores residenciais e comerciais, devido a sua atratividade técnica e financeira. “O sistema fotovoltaico pode ser instalado em telhados e quintais com muita facilidade. Ainda pode ser migrado de uma instalação para outra, o que facilita muito para os usuários dos centros urbanos, além das condições climáticas favoráveis em todo o estado”, observa.

Biogás

Outro segmento que vem crescendo em Minas Gerais é a geração distribuída com a utilização de biogás, produzido a partir de rejeitos da agroindústria. Dênio Cassini ressalta que essa é uma ótima opção para as fazendas produtoras, pois, ao mesmo tempo em que dá um destino sustentável para os rejeitos e resíduos da produção, gera energia que é utilizada no próprio processo produtivo.

Atualmente, são 47 plantas de cogeração localizadas nas regiões do Triângulo, Alto Paranaíba, Centro-Oeste e Zona da Mata, que são polos de produção de suínos, de aves e celulose.

Essa modalidade é funcional para comércios, indústrias e agroindústrias que geram resíduos que possam ser queimados ou que gerem gases e vapores. A energia térmica produzida é transformada em energia elétrica por meio da instalação de pequenos geradores. “A combustão, resíduos agropecuários, florestais e gases de processos fabris podem ser aproveitados na geração da energia elétrica para suprir a própria planta” ressalta Dênio Cassini.

A cogeração também é encontrada nas regiões urbanas, principalmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), em centros de tratamento de esgoto, de lixo e em grandes indústrias.

Como funciona a geração distribuída

Muitas vezes, a energia produzida pelo consumidor vai além da que ele consome. A diferença a mais acaba virando uma espécie de crédito, a ser utilizado posteriormente. O cálculo é simples: a energia produzida pela unidade de geração distribuída é injetada na rede da distribuidora, que, por sua vez, distribui esta energia pelo seu sistema. O consumidor receberá um bônus em kWh, que pode ser abatido no mês seguinte ou ser acumulado. Os créditos de energia continuam válidos por 60 meses.

De acordo com a Aneel, há ainda a possibilidade de o consumidor utilizar esses créditos em outras unidades, previamente cadastradas e dentro da mesma área de concessão da companhia energética. Porém, essa outra unidade precisa estar registrada em um mesmo CPF. “É preciso ficar claro que não se trata de venda de energia. O cliente apenas usa em outro momento a energia que ele produziu e injetou na rede da concessionária”, explica Dênio.

A Efficientia auxilia quem quer implantar projetos do tipo ou apenas melhorar a eficiência energética de edifícios residenciais, comerciais e industriais. “Planejamos soluções de geração distribuída para clientes, com propostas que preveem redução de despesas, além de contribuir para o meio ambiente, por utilizar uma fonte renovável de energia”, explica Dênio Cassini.

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