Economia do Paraná cresceu 2,5% no primeiro trimestre, mostra Ipardes

Colheita de trigo.28/10/2014. Foto - Antonio Costa
A economia do Paraná voltou a crescer e registrou um avanço de 2,5% no primeiro trimestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano passado. No fim de março, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado somava R$ 106, 95 bilhões. O resultado do Paraná foi divulgado nesta terça-feira (27.06), pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

O desempenho paranaense, fortemente influenciado pela agropecuária, foi bem superior à média da economia brasileira. De acordo com dados divulgados pelo IBGE no início de junho, o PIB do Brasil registrou retração de 0,4% na mesma base de comparação.

O resultado do trimestre marca a retomada do crescimento da economia do Estado, depois de oito trimestres de queda. Em 2016, o PIB do Estado fechou com queda de 2,6%. “A recuperação da economia do Paraná é mais vigorosa e mais clara do que a brasileira e mostra que veio para ficar nesse ano. Um dos reflexos dessa melhora está no crescimento no ritmo de geração de vagas no Estado nos últimos cinco meses”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Ipardes.

NOVA METOLODOLOGIA – Dos R$ 106,95 bilhões do primeiro trimestre, R$ 92,97 bilhões equivalem ao valor adicionado a preços de mercado e R$ 13,99 bilhões aos impostos.

Essa é a primeira divulgação do PIB feita pelo Ipardes já com a nova metodologia de cálculo, que desagrega o PIB em valor adicionado (sem impostos) e com impostos. É também a primeira vez em que se passa a divulgar o valor do PIB trimestral em valores correntes. Outra mudança é a ampliação das atividades pesquisadas de 18 para 81.

AGROPECUÁRIA – Graças à supersafra de grãos, a agropecuária registrou o maior avanço entre as atividades, com alta de 14,6% em relação a igual período do ano anterior. A indústria apresentou expansão de 3,1%. O valor adicionado de serviços

caiu – 0,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

“O resultado da agropecuária foi positivamente influenciado pelo desempenho da agricultura, principalmente da produção de soja e milho, com contribuições relevantes da avicultura e da suinocultura”, diz Suzuki Júnior.

INDÚSTRIA E SERVIÇOS – Já a indústria teve seu crescimento calcado na fabricação de máquinas e equipamentos, veículos automotores e produtos alimentícios. A retração no setor de serviços foi provocada pela queda nas atividades financeiras e pela diminuição do volume de vendas do comércio.

Para Roberto Zurcher, economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), a indústria ligada à produção agropecuária se beneficiou da supersafra e a expectativa é de melhora para o setor.

“Esse será o primeiro ano, depois da crise, que os números da indústria devem parar de cair. Ao final de 2017 já teremos alguns números positivos para a indústria”, diz. De acordo com ele, as exportações de produtos de material de transporte foi um dos destaques do setor nos primeiros meses do ano, principalmente para Argentina e Estados Unidos.

Para o presidente do Ipardes, a principal vantagem do Paraná em relação ao Brasil está no crescimento não apenas da agropecuária, mas também da indústria. Ele ressalta que o setor de serviços, apesar do resultado negativo, vem apresentando melhora mês a mês. “Assim que esse índice ficar positivo teremos taxas de crescimento do PIB do Paraná ainda mais robustas”, afirma.

Resultados dos quarto trimestres terminados em março

Na comparação acumulada dos últimos quatro trimestres, a economia do Paraná teve retração de 0,3%. Ainda assim o índice foi melhor do que o do Brasil, que registrou queda de 2,3% na mesma base de comparação. O Ipardes não calcula o desempenho em relação ao trimestre imediatamente anterior. Nessa comparação, o IBGE apontou para um crescimento do Brasil de 1%.

Nos quatro trimestres terminados em março, os valores adicionados agropecuário e industrial cresceram 4,7% e 0,6%, respectivamente. A produção de soja e a de carne suína foram os destaques da agropecuária no período. Nessa base de comparação, os ramos de máquinas e equipamentos, veículos automotores e produtos alimentícios também

influenciaram a taxa da indústria como um todo. Além disso, a geração de eletricidade foi importante no desempenho do setor.

O valor adicionado do setor de serviços, por sua vez, caiu 1,4%, como consequência das variações negativas nos segmentos de alojamento e alimentação, das atividades financeiras e do comércio.

O valor do PIB estadual acumulado nesses quatro trimestres alcançou R$ 398,4 bilhões, o que correspondeu a 6,2% do PIB nacional. Setorialmente, a participação do Paraná na agropecuária do Brasil foi equivalente a 12,3%, enquanto as presenças na indústria e nos serviços chegaram a 7,3% e 5,6%,

respectivamente.

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