Duplicação da Avenida Perimetral beneficia moradores do Marco, Guamá e Terra Firme

Em ambos os sentidos da pista (cada um com 3,5 metros), foram colocados ciclofaixas, calçadas, iluminação, canteiro central e urbanização

“Coloquei placa de venda na minha casa, mas desisti quando vi a obra chegando”, afirmou Manoel da Paz Cunha, morador da Avenida Perimetral há 15 anos. Não só ele, mas outros moradores retiraram o anúncio de venda das casas, conforme a obra ganhava corpo. A segunda etapa de duplicação da avenida, obra no valor de R$ 26 milhões, está pronta e agora interliga três importantes bairros de Belém, Guamá, Terra Firme e Marco, beneficiando diretamente mais de 300 mil pessoas, sendo corredor de acesso à Estrada Nova e ao centro da cidade.

Dividida em duas frentes, a obra de quase cinco quilômetros da avenida concluiu a primeira etapa ano passado. A segunda etapa de duplicação da Avenida Perimetral compreende o perímetro de 1,4 quilometro, a partir do Parque Tecnológico e o terminal de ônibus da Universidade Federal do Pará (UFPA). Como na primeira etapa, os primeiros mil metros receberam serviços de drenagem profunda e superficial, duas pistas de rolamento com sete metros de largura, nos dois sentidos (divididas em duas faixas de 3,5 metros de cada lado), ciclofaixas, calçadas, iluminação, canteiro central e urbanização.

Nos 440 metros restantes, que se estendem do Hospital Bettina Ferro até o terminal de ônibus da UFPA, as pistas foram estreitadas, ficando com apenas duas pistas, uma de cada lado, com 3,5 metros, com ciclofaixas, calçadas com piso tátil, sinalização vertical e horizontal e a divisão das pistas com tachões. A redução na largura das pistas ocorreu por conta das dificuldades nas desapropriações de imóveis na área pertencente à União. A nova adequação do espaço seguiu estudo elaborado pelo Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), com vistas a não afetar a mobilidade no local, ressaltou o engenheiro Rui Sales, fiscal da obra.

“A obra da Avenida Perimetral mexeu com a vida não só dos moradores, mas dos que estão no dia a dia acompanhando todas as etapas do serviço”, afirmou Sônia Moura, assistente social da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), responsável pelo projeto de duplicação da avenida. Segundo ela, o trabalho social em obras do porte da Perimetral apresenta situações delicadas, como as desapropriações que provocam a saída do local de convivência de parentes e amigos. Por outro lado, a obra traz aspectos positivos de infraestrutura, saneamento, valorização do imóvel, transporte e segurança.

A Sedop está finalizando o serviço de reconstrução das calçadas nos dois lados da via, entre a Eletronorte até a UFPA, onde está sendo executado serviço de implantação de rede auxiliar de água da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). A previsão de encerramento é final de julho.

A conclusão da obra está permitindo que novos empreendimentos sejam abertos ao longo da via. A loja de tintas de Odedi Moreira, 52 anos, foi aberta há 30 dias por causa da avenida. “A parte de comércio foi muito beneficiada, além de outros serviços”, declarou. O filho, André Paulo, 24 anos, confirma que o fluxo de pessoas cresceu no bairro.

A obra de duplicação da Avenida Perimetral faz parte do plano estratégico do governo do Estado de melhoria de infraestrutura de mobilidade urbana na Região Metropolitana de Belém, com a Avenida Independência, inaugurada em agosto de 2015, e o prolongamento da Avenida João Paulo II, em execução.

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