PSDB de São Paulo nega intervenção no DF: “Alckmin não age dessa forma”.

Os rumores de que o diretório paulista estaria por trás de uma suposta movimentação para forçar uma composição do PSDB-DF com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) motivaram reações do tucanato não apenas local, mas também em nível nacional.

“Sem fundamento”, foi assim que o deputado Pedro Tobias, presidente do PSDB-SP e um dos principais interlocutores de Geraldo Alckmin, caracterizou estes rumores durante um encontro nesta quinta-feira (27) com Saulo Batista, que dentre os tucanos do DF é considerado o mais próximo do governador paulista.

“Não existe esse tipo de manobra às escondidas. Se o Geraldo tiver de fazer qualquer movimento neste sentido, ele chama o presidente, chama o partido, e tenta mediar um entendimento com o PSB. Não vai fazer nada sem conversar, nada de cima pra baixo. Alckmin não age dessa forma”, asseverou o comandante do tucanato paulista e integrante do “núcleo duro” desta pré-campanha presidencial de Alckmin.

Em meio ao encontro, os tucanos destacaram que, nem mesmo em São Paulo, a aliança do PSDB com o PSB do vice-governador Marcio Franca fez com que o governador impusesse composições nos municípios em desacordo com as realidades locais. O exemplo de Guarulhos – segundo maior município de São Paulo -, onde o atual prefeito Guti (PSB) acabou saindo vencedor numa disputa na qual teve de enfrentar um candidato do PSDB – que lançou o ex-deputado federal Carlos Roberto -, foi o mais lembrado entre os dois.

“Ninguém nega que, do ponto de vista do que estamos construindo para a disputa presidencial de 2018, o ideal seria que o PSDB e o PSB caminhassem juntos em todos os estados em que isso fosse possível. Mas é preciso respeitar as dinâmicas próprias e as realidades regionais. Existem casos, como por exemplo na Paraíba e na Bahia, onde será extremamente difícil que essa aliança com o PSB se reproduza. No Distrito Federal, uma eventual composição dependeria de uma vontade mútua, de gestos recíprocos de aproximação, em nível local, os quais até agora não pude perceber”, ponderou Saulo Batista, que se encontra de passagem por São Paulo para participar das discussões sobre a nova composição da Executiva Nacional do PSDB.

Para o presidente do PSDB de São Paulo, o interesse pela pré-campanha de Izalci ao governo, que pode ser medido pela grande repercussão na imprensa e no meio político de rumores como este, deve ser interpretado pelo partido como “bom sinal”.

“Isso é bom. Sinal de que a candidatura desperta interesse. Que a imprensa e os políticos estão acompanhando e se preocupam com as decisões do candidato. Sinal de protagonismo”, destacou o deputado paulista.

Sobre a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, Saulo Batista considera se tratar de “uma peça fundamental para o projeto do partido, qualquer que seja a estratégia do PSDB para 2018, tanto nacional quanto no Distrito Federal”.

“Como a governadora Abadia tem adotado a postura de dizer que ainda é cedo para definições, não se pode afirmar como se dará a participação dela nas eleições de 2018, se será candidata ou que cargo disputará. Mas, é possível dizer que, qualquer que seja o papel que ela escolha cumprir – como candidata ou não -, será como protagonista, como peça chave. Fundadora do partido, com histórico no PSDB e no DF, dona de uma trajetória reconhecida tanto pelas realizações quanto pela lisura de caráter. Abadia é uma figura que deve continuar a ser uma referencia do PSDB-DF e, sem sombra de dúvidas, é um nome que pode representar muito bem o partido como candidata a qualquer cargo que deseje disputar, afirmou Saulo Batista.

Ainda sobre a candidatura de Izalci ao Buriti, o deputado Pedro Tobias fez questão de confirmar o apoio do PSDB e lembrou que estes questionamentos pela imprensa são normais.

“Você tem participado das discussões e sabe que não há essa movimentação. O deputado Izalci e presidente do Diretório e qualquer mudança no projeto do partido, que hoje tem um pré-candidato ao governo, passa pelo presidente do Diretório. Faça questão de reafirmar o que ele já ouviu do governador Geraldo Alckmin: que ele conta com nosso apoio. Esses boatos são só boatos. Vem do mesmo lugar de onde saem histórias de que o Geraldo vai para o PSB ou que o Serra vai pro PSD. São especulações, coisa de quem acha que pode prever o futuro ou adivinhar o que a gente pensa”, garantiu Pedro Tobias a Saulo Batista.


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