Como reformular a estratégia faz diferença na empresa


Consultor especialista conta como uma reestruturação triplicou o lucro de transportadora em dois meses

Apenas em 2016, cerca de 1,8 milhão de empresas fecharam as portas, um dado alarmante para o país que já tem 13,8 milhões de desempregados e uma recessão de quase 4% em dois anos sucessivos. Mesmo com os primeiros sinais de recuperação com melhora nos índices de atividade econômica, ainda levará algum tempo para que empresas de transporte e logística consigam reverter o quadro de crise em curto prazo. Ainda assim, muitas foram as companhias que se fortaleceram, buscaram a inovação e principalmente a gestão para sobreviver e crescer em tempos de demandas mais baixas.

Segundo o empresário e fundador da Libertá Consultoria, Leandro Bogalheira, há chances das empresas superarem a crise com uma gestão focada em otimizar recursos e ampliar os caminhos para novos mercados. “Esses são apenas os primeiros passos para buscar a saúde da empresa e novas oportunidades na crise econômica. No setor de transporte e logística o segmento do varejo online cresceu na ordem de 10% ao ano, o que refletiu em oportunidades para quem investiu em tecnologia”, exemplifica o executivo. O especialista afirma que “não há um mercado ruim, mas sim uma boa gestão em tempos mais difíceis”.

Leandro Bogalheira explica que o trabalho de gestão envolve diversas áreas, desde o comercial e financeiro até operacional, suprimentos e recursos humanos. Uma das formas que Leandro Bogalheira usa para reformular a estratégia dos clientes, é apresentar a possibilidade de se tornar sócio do negócio, dividindo os riscos das próprias alterações propostas de forma direta. “O importante não é só melhorar a logística e ‘cortar custos’, mas sim dar estrutura, propor saídas para a empresa manter os bons números depois analisando oportunidades futuras”, comenta.

Uma das transportadoras das quais se tornou sócio triplicou os lucros em apenas dois meses. Segundo o consultor, “era uma questão de avaliar oportunidades em outros mercados crescentes onde o cliente poderia atuar, e, em conjunto com o corpo diretor propor aproximações com outro perfil de cliente uma vez que a operação atual funciona de forma quase que automática, o que é uma vantagem competitiva”. Para ele, o diferencial é não olhar apenas para os valores, mas sim para todos os setores da empresa. “Ter a vivência do chão de fábrica, não ver só números, e entender o processo como um todo pode ser decisivo. Já atendi muitos clientes com o mesmo perfil, então entendo por experiência própria”, conta.

O consultor salienta que mesmo em tempos de retração, quem faz uma gestão baseada na otimização de recursos, de pessoas e matéria prima, na terceirizacão de atividades que melhoram a rotina e fazem uma melhor gestão do tempo, o acompanhamento dos riscos inerentes a qualquer negócio é até mesmo uma atenção detida da concorrência e das tendências do mercado, pode fazer toda a diferença em tempos de crise. “Ler e ouvir especialistas da sua área ajuda a entender tendências e apostar somente no que é futuro ao invés de usar a máxima do time que está ganhando e que não deve ser alterado, o que mostra inteligência na gestão e que considero fundamental” classifica o executivo.

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