Policiais matam quatro suspeitos de roubar banco na Paraíba


Policiais militares da Paraíba e do Rio Grande do Norte mataram neste domingo (3) quatro suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubos a bancos. Segundo a PM paraibana, os investigados faziam parte do grupo de pelo menos 15 pessoas que, horas antes do confronto, tinha explodido uma agência bancária na cidade de Brejo do Cruz (PB) e fugido sem conseguir levar qualquer quantia em dinheiro.

Perseguida por cerca de 90 quilômetros, a quadrilha chegou a queimar um dos carros usados na ação para tentar conter o avanço dos policiais dos dois estados. A rota de fuga dos criminosos foi indicada, anonimamente, por pessoas que testemunharam a passagem dos bandidos. O grupo foi cercado em uma fazenda, na zona rural entre os municípios de Janduí e Campo Grande, no oeste do Rio Grande do Norte.

De acordo com a PM da Paraíba, o grupo reagiu à aproximação dos policiais e a troca de tiros durou cerca de 30 minutos. Os quatro bandidos baleados chegaram a ser socorridos pela própria PM, mas não resistiram e morreram. Um policial paraibano também foi ferido de raspão e foi levado ao hospital de Caicó (RN), onde permanece internado.

Com os criminosos, os policiais apreenderam três fuzis, entre eles um AK-47, três espingardas calibre 12, duas pistolas, vários explosivos e sete coletes à prova de balas.

Onda de ataques

A explosão da agência do Bradesco de Brejo do Cruz, na madrugada de domingo, resultou no segundo confronto armado entre bandidos e policiais potiguares e paraibanos em apenas três dias.
Na sexta-feira (1º), a Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor) da Polícia Civil do Rio Grande do Norte já tinha deflagrado uma operação que resultou na morte de outros quatro suspeitos de integrar uma quadrilha organizada de roubos a bancos. Entre os mortos estava Davi Torres de Souza, o Bradock, apontado como líder do esquema criminoso.

Segundo a Polícia Civil potiguar, a quadrilha é uma das três células que atuam no Rio Grande do Norte, não apenas em roubos a bancos, mas também no tráfico de drogas. Com o grupo foi apreendido material explosivo; um fuzil; uma pistola calibre 9mm; um revólver calibre 38; uma pistola calibre 40; além de carregadores de pistolas; munições; máscaras; veículos e um colete à prova de balas.

As investigações apontam a participação da quadrilha em pelo menos quatro ocorrências de roubo a bancos no interior do estado, registradas entre março e o último dia 31, em Tenente Laurentino; Jaçanã; Poço Branco e São Pedro.

Bancos como alvo

Procurada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) atribuiu os roubos a instituições financeiras a “um problema de segurança pública” que afeta a todo o país. A entidade informou que procura colaborar com as autoridades responsáveis por combater esse tipo de crime, propondo novos padrões de proteção discutidos pelas próprias entidades e instituições.

A federação garante que os 339 assaltos e tentativas de assaltos a bancos registrados em 2016 é o menor resultado dos últimos 17 anos e indica uma redução de 14% em comparação com 2015, quando houve 394 ocorrências. Em 2000, segundo a federação, houve 1903 assaltos e tentativas de assaltos.

Também as explosões de terminais de autoatendimento foram reduzidas, segundo a Febraban, em 23% se comparados os números de 2016 e 2015. Ainda assim, “bancos associados vêm acompanhando os ataques a caixas eletrônicos com extrema preocupação”.

Os dados, segundo a federação, “confirmam que o combate a este tipo de crime exige um conjunto de ações investigativas no âmbito da segurança pública, com as quais a Febraban e os bancos associados estão comprometidos em dar sua contribuição”.

Já os números do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que, com exceção de 2013, os roubos a instituições financeiras vêm crescendo desde 2010, saltando de 1.564 casos em 2010 para 1.750 em 2015.

Os dados relativos a 2016 ainda serão divulgados. Pelo levantamento do fórum, 2012 foi o ano com o maior número (1.818) de registros de assaltos a bancosinstituições financeiras e 2013, o menor, com 762 casos.

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