Mutirão de saúde em presídios chega a 6,6 mil atendimentos

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Penitenciária Evaristo de Moraes, em São Cristóvão, recebeu quarta edição da iniciativa

 

 Melhorar o acesso à saúde das pessoas privadas de liberdade que integram o sistema carcerário fluminense é o objetivo dos mutirões que acontecem desde julho deste ano em cadeias do estado. Até o momento, cerca de 6,6 mil pessoas foram atendidas em quatro edições. A previsão é fechar o ano com mais de 10 mil atendimentos durante as ações. O Presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão, recebeu a iniciativa no último sábado (11/11).

Além de Japeri, os mutirões já foram feitos na Cadeia Pública Juíza Patrícia Lourival Acioli, em São Gonçalo, e no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Em dezembro, será a vez dos detentos da Cadeia Pública Tiago Teles de Castro Domingues, também em São Gonçalo, receberem o atendimento.

Uma equipe de cerca de 20 profissionais de saúde, entre médicos (ortopedista, clínico geral, oftalmologista e urologista) e enfermeiros, é responsável pelos atendimentos nos mutirões. Além de ceder parte do RH, a Secretaria de Saúde oferece medicamentos e insumos durante as ações.
Um ônibus da Pastoral Carcerária, com equipamento odontológico, raios-X e ultrassom, fica à disposição para atender os detentos.

Antes das ações, é feita uma triagem pela direção das unidades para avaliar quem necessita de atendimento. No dia, os apenados são acolhidos por enfermeiros, realizam teste de glicose, HIV e sífilis (caso queiram) e seguem para a consulta médica. Caso necessário, realizam exames ou recebem encaminhamento para atendimento especializado através da regulação.

Os problemas mais comuns são sarna, sintomas de tuberculose, hérnia, catarata, questões relacionadas ao pós-operatório ortopédico e doenças mentais.

A iniciativa é das secretarias de Saúde e de Administração Penitenciária, além da Pastoral Carcerária e da Vara de Execuções Penais.

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