Inflação em Brasília sobe 0,48% em outubro, mas segue tendência nacional de baixa


Dados do IPCA, do INPC e da Ceasa foram divulgados nessa terça-feira (14). Crise hídrica impactou preço dos alimentos produzidos no DF

inflação em Brasília registrou aumento de 0,48% em outubro, em comparação com setembro. O Indice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro de 2017 foi apresentado ontem (14) pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

A gerente de Contas e Estudos Setoriais, Clarissa Jahns Schlabitz, o diretor de Estudos e Pesquisas Socieconômicas da companhia, Bruno de Oliveira Cruz, e economista da Diretoria Técnica-Operacional da Ceasa/DF, João Bosco Soares Filho.

A gerente de Contas e Estudos Setoriais, Clarissa Jahns Schlabitz, o diretor de Estudos e Pesquisas Socieconômicas da companhia, Bruno de Oliveira Cruz, e o economista da Diretoria Técnico-Operacional da Ceasa/DF, João Bosco Soares Filho. Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Segundo o estudo, o índice é maior que a média nacional, que registrou 0,42%. No acumulado do ano, a inflação de Brasília é de 2,68%. No País, a taxa é um pouco inferior: 2,21%.

O diretor de Estudos e Pesquisas Socieconômicas da companhia, Bruno de Oliveira Cruz, destacou que a evolução de preços em Brasília seguiu a tendência nacional de baixa. “Houve queda na inflação para o Brasil. O índice nacional foi abaixo do esperado”, comparou.

Calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice apresentou variação positiva em 12 das 13 localidades pesquisadas. O número apurado coloca Brasília como a quarta maior inflação entre as unidades da Federação.

A variação no mês foi puxada principalmente pelo aumento no setor de habitação (1,46%). Segundo a pesquisa, esse resultado se explica pela alta nas tarifas regional e nacional da energia elétrica.

Variação do INPC de Brasília seguiu a tendência nacional de queda e deve se manter assim até o final do ano

Anualmente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) faz reajuste tarifário em outubro. Em setembro, pagava-se um adicional de R$ 2 a cada 100 quilowatts/hora enquanto em outubro, esse valor passou para R$ 3,50.

No mês, também houve aumento nos setores de vestuário (0,79%), da comunicação (0,5%), de saúde e cuidados pessoais (0,28%), de educação (0,15%) e de alimentação e bebidas (0,02%).

Artigos de residência registraram deflação (variação negativa) de 0,28%. A gerente de Contas e Estudos Setoriais, Clarissa Jahns Schlabitz, disse que a expectativa é que a inflação fique estável até o fim do ano.

Na variação da inflação medida em 12 meses, o principal aumento foi na categoria dos transportes. O principal fator que contribuiu para isso foi a elevação no preço da gasolina durante o período.

O IPCA é calculado sobre os gastos com consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos.

Habitação puxa variação do INPC

O Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) de outubro registrou inflação de 0,38% em comparação ao mês anterior. Esse é sexto maior resultado entre as 13 regiões pesquisadas.

Habitação, energia e gás de cozinha foram os gastos que mais impactaram a variação do INPC em outubro

Dos grupos que compõem o estudo, habitação teve a maior variação (1,48%). O aumento foi causado também pela tarifa de energia elétrica e, ainda, pelo preço do gás de botijão.

Em seguida, vêm os grupos de comunicação, com 0,54%, pressionado pelo preço dos serviços de telefonia celular; e do vestuário (0,53%), puxado por roupas masculinas e calçados e acessórios.

O grupo educação variou 0,24% por causa de itens de papelaria. O da saúde e cuidados pessoais subiu 0,10% em decorrência de serviços médicos e planos de saúde.

Houve deflação de 0,01% no grupo alimentação e bebidas. O grupo das despesas pessoais também mostrou pequena retração, de 0,04%, com a redução nos preços de itens de fumo e de serviços de cabeleireiro.

A pesquisa apontou que o setor dos transportes, após pressionar para cima o resultado geral, por dois meses seguidos, registrou variação negativa de 0,07% devido à queda no preço da gasolina no mês. Habitação também teve variação negativa (0,33%).

Artigos de residência formam o setor com a maior variação negativa (0,42%), resultado da diminuição de preços nos itens de mobiliário e de aparelhos eletroeletrônicos.

O INPC mede os gastos com o consumo das famílias de baixa renda, de um a cinco salários mínimos.

Crise hídrica teve reflexo no Índice Ceasa

Também foram apresentados nesta segunda os dados da Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa), que medem a variação em alimentação para o mercado atacadista de Brasília.

Em comparação a setembro, a variação foi de 0,89%. As maiores elevações calculadas no período incidiram sobre os preços de verduras (3,1%) e frutas (1,93%). No entanto, legumes (-1,98%) e ovos e grãos (-2,29%) apresentaram deflação.

De acordo com a pesquisa, a crise hídrica influenciou o resultado das produções. No entanto, houve oferta de outras unidades da Federação que equilibraram o percentual.

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