90% dos pacientes na fila de transplante de órgãos no DF aguardam rim

Ineb promove evento visando a conscientização da importância de levar vida saudável e manifestar aos familiares o desejo de ser doador

Os rins são órgãos (um par) localizados em ambos os lados da coluna vertebral, na região lombar. É possível viver com apenas um deles, mas mesmo assim, é disparado na frente o órgão que mais tem pacientes à espera de transplante. No Brasil, em agosto, 90% das pessoas que aguardavam um novo órgão estavam esperando um rim, segundo o Sistema Nacional de Transplante, serviço do Ministério da Saúde responsável pelo controle e monitoramento de doação de órgãos e tecidos e transplantes em todo o País. No Distrito Federal, a porcentagem era ainda um pouquinho maior, de 91%. Estes números mostram milhares de pessoas que aguardam diariamente uma oportunidade para uma recomeço com novos órgãos e por isso é preciso conscientizar a população sobre a importância de salvar vidas por meio da doação de órgãos.

Aproveitando que 27 de setembro é o Dia Nacional de Doação de Órgãos, o Instituto de Nefrologia de Brasília (INEB), que mantém clínicas em Águas Claras e Ceilândia, vai realizar um evento aberto à população. O II Ineb é Saúde, no dia 23 de setembro, das 9h às 12h, no Parque Ecológico de Águas Claras, terá caminhada, dinâmica de grupo, aula de zumba e reflexão sobre a importância de manifestar, aos familiares, o desejo de ser doador de órgãos. A nefrologista Isabela Novais, do INEB, explica a legislação brasileira estabelece que todos somos os doadores de órgãos, desde que após a morte a família autorize por escrito a retirada de órgãos. Portanto, é preciso que a família saiba do desejo de doar.

Infelizmente, as doações ainda não estão sendo suficientes para atender rapidamente quem está na fila de espera por transplante. “E poderia ser diferente porque, no Brasil, o diagnóstico de morte encefálica é um dos mais seguros do mundo. Os hospitais seguem a legislação, que exige exames clínicos e de imagem que atestem a morte encefálica e, depois que esta é confirmada, consulta a família sobre a doação de órgãos. A negativa da família para a doação é outro aspecto que dificulta a realização dos transplantes”, avalia Isabela.

Poucos têm a sorte de Edivaldo Silva, que fez hemodiálise apenas por oito meses e já conseguiu um doador de rim compatível. Morador no Distrito Federal, ele conta que sua doença era genética – assim como sua mãe, tinha Doença Renal Policística, um problema que afeta os rins. Com boas condições de saúde, também graças ao tratamento dialítico de qualidade, fez o transplante e retomou todas as suas atividades. Agora, aos 54 anos, já há quase três anos com o novo rim e, levando uma vida plena, ele é um incentivador da doação de órgãos e dos pacientes que estão na fila de espera. “Quando se está na hemodiálise, muitas vezes, a gente quase perde a esperança. Mas uma hora aparece um órgão compatível. E há muitos casos de transplante bem sucedidos, afirma.

Vida saudável ajuda a prevenir doenças renais

Basicamente, para reduzir a probabilidade de desenvolver doença renal, o que pode levar à necessidade de transplante, é preciso cuidar da saúde de forma global. Assim, se evita doenças que são fatores de risco para problemas renais, como hipertensão, diabetes, doença cardiovascular e obesidade, explica a nefrologista Isabela Novais. Isso porque pessoas com hipertensão, diabetes, doença cardiovascular e obesidade têm mais pré-disposição para desenvolver doenças renais. “No Brasil, a hipertensão é o principal fator de risco da doença renal, logo seguida pela diabetes”, esclarece.

Para reduzir o possibilidade de desenvolver hipertensão e demais doenças que elevam o risco do surgimento de problemas renais, a receita é adotar hábitos saudáveis. “Hábitos saudáveis são alimentação com a maior quantidade possível de produtos naturais ao invés dos industrializados, fazer atividade física regularmente, não fumar, beber bastante água e consumir pouco sal”, enumera a nefrologista. Ela ressalta que, apesar de serem atitudes simples, no dia a dia corrido do mundo moderno, nem sempre é fácil manter os hábitos saudáveis. Por isso, todos devem fazer exames preventivos regularmente para verificar como está a saúde de maneira geral e consultar-se com um nefrologista anualmente. O profissional solicita testes de dosagem da creatinina no sangue e o exame de urina para avaliar se os rins estão ou não saudáveis.

Sobre o Ineb

O Instituto de Nefrologia de Brasília, que nasceu da fusão do Instituto de Nefrologia e da Renal Vida, une tecnologia de ponta, humanização e individualização do tratamento. Faz parte da Alvo Corporações, holding com trabalho especializado em unidades de saúde voltadas à nefrologia e hemodiálise que prestam atendimento inovador, hotelaria premium e serviço da mais alta qualidade. Assim, Ineb Brasília, Ineb Ceilândia e Ineb Águas Claras integram uma rede composta por mais cinco clínicas localizadas no Estado de São Paulo, sendo três na capital com a marca Fenixuma em Bauru com a marca Ineb e uma em Jundiaí com a marca Renal Quality. Juntas, formam, o maior grupo de clínicas de excelência em nefrologia e hemodiálise do Brasil que atende exclusivamente a convênios. Saiba mais em http://inebbrasilia.com.br

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