O que significa ter uma alimentação saudável?

Para o enfrentamento da obesidade é necessário encontrar o equilíbrio quantitativo e qualitativo na dieta, sem abrir mão da variedade alimentar e nutricional

De acordo com o *Ministério da Saúde, a cada 5 brasileiros, 1 está obeso e esse aumento de peso da população está relacionado principalmente com a mudança no padrão de consumo do brasileiro e nos hábitos de vida, além dos fatores econômicos e culturais, e também genéticos e hormonais. “A alimentação e a atividade física são fatores que imprimem importante papel no contexto da obesidade, uma vez que são fatores de risco modificáveis”, destaca Ana Paula Del’Arco, nutricionista e consultora da Associação Brasileira de Laticínios.

Um dos fatores relacionados com a obesidade é a mudança de hábitos, com pouco tempo para comer, as pessoas deixaram de fazer as refeições em suas casas e passaram a optar por comidas mais rápidas e mais calóricas e apenas 1 entre 3 adultos consomem frutas e hortaliças em 5 dias da semana.

Principais doenças causadas pela obesidade

As pessoas com obesidade apresentam maior probabilidade de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT’s), como diabetes, pressão alta, problemas cardiovasculares, além de dificuldades respiratórias e nas articulações, entre outras.

Doenças cardiovasculares – Está associada com a presença de outras enfermidades, tais como colesterol alto, diabetes e pressão alta, dado que a obesidade, dificulta o transporte de sangue a todas as células do corpo.

Recentes estudos apontam que o leite de vaca e os seus derivados são inofensivos para a saúde cardiovascular e ainda contribuem para a redução do risco de derrame.

“O leite entrega benefícios à saúde cardiovascular, visto que o perfil lipídico da gordura láctea é diversificado, com gorduras saturadas, insaturadas, frações lipídicas cis, trans, compondo um sistema lipídico complexo, interagindo entre si, capaz de oferecer benefícios à saúde dentro dessa complexidade bioquímica”, pontua Ana Paula.

Diabetes– É definida pelo elevado nível de açúcar no sangue, acima do normal, por problemas relacionados à ação da insulina.  O excesso de peso provoca uma mudança nas células tornando-as mais resistentes à insulina. E é esse hormônio que carreia a glicose (o açúcar) para dentro das células, onde serão metabolizadas, ou seja, a falta ou a deficiência de insulina leva ao aumento do nível de açúcar no sangue (glicemia). Estudos afirmam que o consumo moderado de gordura láctea, presente em queijos, iogurtes diminui o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

O que é uma alimentação saudável?

A alimentação saudável está relacionada com a individualidade nutricional, ou seja, cada pessoa apresenta necessidades nutricionais únicas, respeitando a condição biológica de cada indivíduo, a fase da vida em que se encontra e os hábitos de vida.  Por essa razão, ter uma alimentação saudável significa comer a quantidade adequada de alimentos (atingindo as necessidades calóricas adequadas), seguindo uma dieta balanceada e variada, qualitativamente adequada, com todos os grupos alimentares: carboidratos; grãos inteiros; frutas, verduras e vegetais; proteínas de origem animal e vegetal, lácteos e derivados; gorduras e açúcares.

“Alimentação saudável é, portanto, uma dieta que contempla todos os grupos alimentares em quantidades adequadas para cada indivíduo, em cada fase da vida”, destaca Ana Paula.

Dentre os diversos fatores associados à obesidade, os fatores de risco que podem ser modificados pelo indivíduo, através de uma ação multidisciplinar, é o consumo alimentar e a prática de atividade física.

Conforme a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009), a ingestão alimentar do brasileiro vem se modificando ao longo do tempo, sofrendo alterações importantes em termos de qualidade e quantidade.  Para a nutricionista, a alimentação saudável deve ser sinônimo de equilíbrio e variedade na dieta, atributos fundamentais para garantir a adequada nutrição ao organismo, sem deficiências e sem excessos nutricionais.

* Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), com base em entrevistas realizadas de fevereiro a dezembro de 2016 com 53.210 pessoas maiores de 18 anos de todas as capitais brasileiras

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