Segundo turno no DF reflete a vontade do povo por mudança

A disputa ao Governo do Distrito Federal traz duas grandes surpresas. A primeira foi a votação conseguida pelo candidato do MDB, Ibaneis Rocha, que por muito pouco não definiu a eleição no primeiro turno. A outra foi a ida do candidato à reeleição Rodrigo Rollemberg (PSB) ao segundo turno.

Poucos apostavam que Rollemberg conseguisse ir para a próxima fase da campanha. A rejeição do atual governador só é comparável a do seu ex-aliado, o ex-governador Agnelo Queiroz (PT).

Já Ibaneis acompanha uma tendência nacional, onde o eleitor procura nomes fora da política, dando ares de renovação e com propostas mais conectadas ao momento que vive o país.

Além de uma votação extraordinária, Ibaneis tem a seu favor apoios que vem recebendo no segundo turno, como do senador eleito Izalci Lucas (PSDB) e do terceiro colocado na eleição, Rogério Roso (PSD), além de deputados federais e distritais eleitos.

Rollemberg vai no caminho contrário. Ao invés de receber apoio, perde os poucos aliados que tem. O que se viu na campanha, foi o que aconteceu ao longo do seu governo. O troca-troca de nomes do primeiro escalão foi constante e, todos que saíram do governo viraram desafetos do governador Rollemberg.

Como exemplo, três áreas bem próximas de Rollemberg, a Casa Civil, a Chefia de Gabinete do Governador e a Comunicação tiveram nomes que saíram rompidos e viraram adversários ou desafetos. Foi assim também na Saúde, no Comando da Polícia Militar entre outras áreas. Rollemberg não consegue agregar.

A mais recente baixa do palanque de Rollemberg foi a Rede Sustentabilidade. A legenda reclama de deslealdade e ingratidão. Muitos ex-colaboradores do governo possuem o mesmo sentimento.

O rompimento da Rede rompeu com o candidato Rodrigo Rollemberg (PSB) foi anunciada na noite desta quinta-feira (11) por meio de nota oficial. Foi decidida após reunião realizada na sede da legenda, devido a fatos ocorridos durante a campanha.

“A decisão tem como base a ingratidão com quem o apoiou quando tinha a maior rejeição entre os candidatos e a deslealdade com quem teve coragem de defendê-lo no momento em que ninguém o defendia”, diz trecho do texto da nota.

O maior descontentamento ocorreu porque o postulante à reeleição, ainda no decorrer da campanha, anunciou o nome de Leila do Vôlei (PSB) para o Senado logo após a Rede declarar apoio a Rollemberg. Chico Leite também se lançou para o mesmo posto da ex-atleta e não figurou no cenário como o candidato principal. A legenda considerou a atitude um ato de “deslealdade”.

Diversos foram os fatos que evidenciaram essa deslealdade com a Rede Sustentabilidade, diz a nota: A priorização visível e reprovável da candidata ao Senado do PSB, a realização de reuniões e atos políticos com candidatos de outros partidos e coligações, a produção de material gráfico sem a devida participação da nossa candidatura majoritária e a ampliação do poder econômico em desfavor aos nossos candidatos”, reclama a Rede. E conclui: “O que se faz na campanha espelha o governo que se propõe”.

Ibaneis tem a missão de unir o Distrito Federal. Se concretizar o que dizem as pesquisas, sua votação será massacrante. E será eleito com a maior votação que um governador já recebeu em Brasília. A cidade deve iniciar um novo ciclo político, com lealdade e gratidão a população que o elegerá e a equipe que o ajudará governar o DF.

Seja o primeiro a comentar on "Segundo turno no DF reflete a vontade do povo por mudança"

Faça um Comentário

Seu endereço de email não será mostrado.


*