Blackjack: o que fazer em cada mão, sem adivinhar

Quem decide por palpite paga mais à casa, e uma tabela curta resolve a maior parte dos casos.

Revisto em Só maiores de 18Texto de Anderson Alves, editor responsável
Em poucas palavras

A estratégia básica é uma tabela que diz, para cada mão sua e cada carta visível do croupier, qual a jogada com melhor resultado médio. Numa mesa com boas regras, leva a margem da casa para cerca de 0,5%. Numa sessão isolada, nada impede de perder.

Entre todos os jogos de mesa, é no blackjack que as suas escolhas pesam mais. Duas pessoas com o mesmo dinheiro e as mesmas cartas terminam a hora com contas diferentes só por decidirem de modos diferentes. O resumo de tudo isto encontra-se nos guia de casinos com dinheiro real em Portugal.

Aqui a estratégia vem em regras curtas. O que oferece são menos erros, não lucro certo. Dirigido a maiores de 18 anos.

Três tipos de mão

A mão dura não tem ás, ou tem um ás a valer 1 (10 + 6). A mão suave tem um ás a valer 11 (ás + 6, o “soft 17”). Os pares são duas cartas iguais, que se podem dividir. Cada tipo tem a sua linha na tabela.

Mãos duras

Sua mãoCroupier mostraJogada
8 ou menosQualquerPedir
93 a 6Dobrar, ou pedir
10 ou 11Fraca ou médiaDobrar, ou pedir
124 a 6Ficar; nos outros casos pedir
13 a 162 a 6Ficar
13 a 167 ou maisPedir
17 ou maisQualquerFicar

Versão simplificada: as tabelas completas variam com o número de baralhos e as regras da mesa.

Mãos suaves e pares

  • Soft 13 a 17 (ás com 2 a 6): pedir, ou dobrar contra 4 a 6.
  • Soft 18 (ás com 7): ficar contra 2, 7 e 8; pedir contra 9, 10 e ás.
  • Soft 19 ou mais: ficar.
  • Dividir sempre ases e oitos. Nunca dividir dezes nem cincos.
  • Dividir 2 e 3 contra 4 a 7, 6 contra 2 a 6 e 9 contra 2 a 9 (menos 7).

Compare com as regras de mesa em blackjack online.

Cinco erros caros

  1. Aceitar o seguro, uma aposta de margem elevada.
  2. Ficar com 12 a 16 contra carta alta por medo.
  3. Sentar-se a mesas que pagam 6 para 5.
  4. Tomar as apostas laterais por estratégia.
  5. Subir a aposta depois de perder.

Três mãos comentadas

  1. 16 contra 10. Pedir. Ficar só ganha se o croupier passar de 21, o que acontece menos vezes do que o risco de arrebentar ao pedir. Ainda assim, pedir é melhor.
  2. 11 contra 6. Dobrar. É das situações mais favoráveis ao jogador.
  3. Par de 8 contra 9. Dividir. Dois oitos juntos são 16, uma péssima mão; dois arranques de 8 são melhores.

Dinheiro à mesa

Fixe um orçamento de sessão e uma aposta que dê pelo menos 50 mãos. Pare ao atingir o limite de perda, e também se bater uma meta de ganho previamente definida. Nenhuma progressão muda a probabilidade. O orçamento mensal de jogo ajuda, e convém rever a pouca contribuição do blackjack nos bónus.

Praticar sem dinheiro

Use o modo demo, quando existir, ou um baralho físico para treinar as jogadas até saírem sem pensar. Uma boa meta é acertar em 20 mãos seguidas sem consultar a tabela. Só depois passe a dinheiro real, com apostas mínimas. Treinar as decisões mais frequentes, as mãos duras de 12 a 16, rende mais do que decorar as raras.

Reservado a maiores de 18 anos. Jogar a dinheiro tem riscos e pode viciar. Estabeleça limites e jogue por lazer. Os textos são informativos e não substituem aconselhamento jurídico ou financeiro.

Dúvidas habituais

Jogar pela tabela dá lucro?

Não dá garantia nenhuma. Baixa a margem da casa para perto de 0,5% em mesas boas, mas a casa continua em vantagem. Em poucas mãos, a sorte pesa muito e perde-se mesmo sem errar. A tabela serve para gastar menos por hora, e não para fazer dinheiro.

Com 11, dobro sempre?

Quase sempre: contra todas as cartas do croupier até ao 10, e em certas mesas também contra o ás. A tabela da mesa esclarece. É uma das situações mais favoráveis ao jogador, portanto convém aproveitá-la. Se a dúvida persistir, pergunte ao suporte e guarde a resposta.

Vale a pena decorar tudo?

Para quem joga com regularidade, vale: cada erro evitado poupa dinheiro. Em casa pode ter a tabela aberta no telemóvel. Comece pelas jogadas mais comuns, como as mãos de 12 a 16 contra cartas fracas e fortes, e a regra dos ases e oitos.

De quanto deve ser a aposta de cada mão?

Uma parcela pequena do orçamento da sessão, entre 1% e 2%. Assim aguenta maus períodos e joga muitas mãos. Não existe valor milagroso para ganhar, só para controlar o risco, e a regra é nunca subir o valor depois de perder.